Fundador do WikiLeaks ameaça divulgar novos documentos sobre eleições presidenciais nos EUA

Fundador do WikiLeaks ameaça divulgar novos documentos sobre eleições presidenciais nos EUA

Julian Assange revelou cerca de 20 mil e-mails do Comitê Nacional Democrata, o que causou ‘grande impacto político’ no país nos últimos dias

Redação Internacional

27 de julho de 2016 | 08h19

WASHINGTON – O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, ameaçou nesta quarta-feira, 27, divulgar novos documentos sobre as eleições presidenciais nos Estados Unidos após a revelar 20 mil e-mails do Comitê Nacional Democrata (DNC, na sigla em inglês).

Em uma entrevista à emissora CNN, Assange constatou que a divulgação dos e-mails da direção democrata teve um “grande impacto político” nos Estados Unidos, e ainda ameaçou publicar “novos materiais”.

Os e-mails em questão mostraram que líderes do Partido Democrata tentaram favorecer a ex-primeira-dama Hillary Clinton em relação ao senador Bernie Sanders durante o processo das eleições primárias, das quais a ex-secretária de Estado saiu vencedora.

A revelação dessas informações, pela qual os líderes democratas culpam a Rússia, ofuscou na segunda-feira o início da Convenção Nacional Democrata da Filadélfia, que levou à renúncia da presidente do DNC, Debbie Wasserman Schultz.

O presidente americano Barack Obama considerou como uma hipótese “possível” que a Rússia esteja por trás do roubo dos e-mails para interferir na campanha presidencial em favor do candidato republicano, Donald Trump.

Na entrevista, Assange se negou a revelar sua fonte e acusou Hillary de usar a Rússia para “desviar a atenção” do conteúdo dos e-mails.

“Isso levanta uma questão muito séria sobre os instintos de Hillary Clinton e as pessoas ao seu redor, que se confrontam com um escândalo político, tentando culpar os russos e os chineses”, afirmou Assange.

O jornal The New York Times, no entanto, publicou um artigo no qual acusa o fundador do WikiLeaks de calcular o momento preciso da divulgação dos documentos (justamente antes da convenção) para prejudicar ao máximo os interesses de Hillary.

A publicação recuperou uma entrevista que Assange concedeu para a emissora britânica ITV há seis semanas em que havia anunciado estar com os e-mails em seu poder. / EFE

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