Gabinete de Trump vai ‘premiar’ fidelidade na campanha

Presidente eleito estuda nomear aliados como Chris Christie, Newt Gingrich, Rudolph Giuliani e Sarah Palin para governar na Casa Branca

Redação Internacional

10 de novembro de 2016 | 21h12

WASHINGTON – Após ter enfrentado uma rebelião interna do Partido Republicano para alcançar a presidência dos Estados Unidos, Donald Trump tende a recompensar na formação de seu gabinete o grupo que permaneceu fiel a sua campanha. Cabos eleitorais de primeira hora, como o governador de New Jersey, Chris Christie, estarão ao lado do presidente eleito na Casa Branca a partir da posse.

Além de Christie, estão cotados para assumir cargos-chave no governo o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani e a ex-candidata a vice-presidente na eleição de 2012, Sarah Palin. Trump, até agora, evitou se pronunciar diretamente sobre qual seria sua equipe caso vencesse.

Former New York City mayor Rudy Giuliani leaves Trump Tower in New York on Sunday, Oct. 9, 2016. (AP Photo/Craig Ruttle)

Former New York City mayor Rudy Giuliani leaves Trump Tower in New York on Sunday, Oct. 9, 2016. (AP Photo/Craig Ruttle)

Para o cargo de procurador-geral, Christie e Giuliani figuram entre os candidatos. Para liderar a diplomacia americana, os mais cotados são os de Bob Corker, senador pelo Tennessee, o ex-embaixador para as Nações Unidas John Bolton e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Newt Gingrich.

Para a pasta da Defesa, um dos temas essenciais da campanha de Trump, os principais veículos de imprensa americanos citam como possível chefe do Pentágono o senador pelo Alabama Jeff Sessions, um dos mais próximos assessores do magnata nova-iorquino durante o processo eleitoral. Sessions foi o primeiro senador a declarar apoio a Trump durante a disputa contra Hillary Clinton.

Também aparece nas apostas ministeriais Sarah Palin como secretária de Interior, e como secretário do Tesouro desponta o nome de Steven Mnuchin, ex-executivo do Goldman Sachs. O presidente do JP Morgan Chase, Jamie Dimon, também teria sido sondado para o Tesouro, mas recusado o convite, segundo a Reuters. Uma das bandeiras de campanha do presidente eleito era apontar que sua adversária, Hillary, estaria submissa aos interesses do mercado financeiro.

“Desde o início, Trump deixou muito claro que não pretendia atrair má sorte (na eleição)”, afirmou ontem uma das assessoras de Trump, Kellyanne Conway, dando a entender que o candidato não quis montar um possível gabinete antes de vencer. “Mas estamos trabalhando fervorosamente para escolher as pessoas para altos cargos”, completou a integrante da equipe de transição do presidente eleito.

Ao longo da tarde de ontem, a imprensa americana afirmou que Ben Carson, que assim como Gingrich foi um dos derrotados por Trump nas primárias republicanas, seria um dos nomes avaliados para assumir a pasta da Educação.

Há, ainda, um nome do Partido Democrata entre os possíveis integrantes da equipe de Trump. O senador Joe Manchin, da Virgínia Ocidental, crítico contumaz da posição que seu próprio partido adotou recentemente, poderia trabalhar com o republicano na Casa Branca. / EFE, REUTERS E WASHINGTON POST

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.