Genro de Trump manobra por cargo na Casa Branca

Genro de Trump manobra por cargo na Casa Branca

Jared Kushner pretende escapar da lei que impede nepotismo ao abrir mão da administração de seus negócios

Redação Internacional

17 de novembro de 2016 | 20h27

WASHINGTON – Jared Kushner, genro do presidente eleito Donald Trump, tem consultado advogados sobre a possibilidade de trabalhar no governo. A ideia pode violar as leis federais sobre nepotismo e, provavelmente, terminaria nos tribunais.

Kushner, de 35 anos, pretendia voltar à iniciativa privada após a eleição. Na manhã seguinte à vitória de Trump, entretanto, ele começou a negociar um papel na Casa Branca, de acordo com duas pessoas envolvidas na negociação, que pediram anonimato. Além de Trump, o estrategista-chefe, Stephen Bannon, e o chefe de gabinete do governo, Reince Priebus, também querem que ele tenha um cargo no governo.

NEW YORK, NY - NOVEMBER 08: President-elect Donald Trump embraces son in law Jared Kushner (R), as his daughter Ivanka Trump, (L), stands nearby, after his acceptance speech at the New York Hilton Midtown in the early morning hours of November 9, 2016 in New York City. Donald Trump defeated Democratic presidential nominee Hillary Clinton to become the 45th president of the United States. Mark Wilson/Getty Images/AFP == FOR NEWSPAPERS, INTERNET, TELCOS & TELEVISION USE ONLY ==

Trump é cumprimentado por seu genro, Kushner, ao lado da filha, Ivanka. Foto: Mark Wilson/Getty Images/AFP

Kushner acredita que, se renunciar a seu salário e terceirizar a administração de suas propriedades e investimentos, escapará da lei de nepotismo. Ainda assim, não está claro que o arranjo seja legal.

Tecnicamente, o presidente dos EUA não pode realizar trabalho voluntário que não esteja enquadrado na lei, que impede ainda que funcionários públicos empreguem membros da família.

A equipe de transição planeja anunciar em breve a composição do novo gabinete. Os nomeados entrarão em contato em breve com órgãos do governo, como o Pentágono e o Departamento de Estado, para avançar a transição. Em seguida, eles devem povoar os milhares de cargos federais com novos nomes.

Hoje, Trump recebeu a visita do ex-secretário de Estado Henry Kissinger, da governadora da Carolina do Norte, Nikki Haley, do diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA), Michael Rogers, e do ex-vice-chefe do Estado-Maior do Exército, Jack Keane, ex-aliado de Hillary Clinton. / REUTERS

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