Governo venezuelano repudia vídeo de campanha de Hillary que compara Trump a Chávez

Governo venezuelano repudia vídeo de campanha de Hillary que compara Trump a Chávez

Propaganda compara a promessa do republicano de mudar as leis para multar os veículos de comunicação com a recusa de Chávez em renovar a licença de um canal de televisão crítico ao seu governo

Redação Internacional

20 de outubro de 2016 | 10h19

CARACAS – O governo venezuelano manifestou sua irritação com um anúncio da campanha democrata à presidência dos EUA que pede aos eleitores para não votarem no candidato republicano, Donald Trump. No vídeo, o magnata é comparado ao presidente Hugo Chávez, morto em 2013.

A Venezuela “repudia categoricamente o atroz e infame vídeo do Partido Democrata (dos) EUA contra Hugo Chávez”, criticou a ministra venezuelana das Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, em sua conta no Twitter.

Candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton (Foto: AFP PHOTO / SAUL LOEB)

Candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton (Foto: AFP PHOTO / SAUL LOEB)

O vídeo que despertou a raiva do governo venezuelano compara a promessa de Trump de mudar as leis para multar os veículos de comunicação com a recusa de Chávez em renovar a licença de um canal de televisão crítico ao seu governo. A emissora fechou as portas em 2007, depois de operar desde 1953.

A propaganda também compara o alerta feito pelo empresário americano de prender a candidata democrata Hillary Clinton à detenção de opositores durante o governo Chávez. “Protejam a democracia do nosso país. Não votem em Donald Trump”, pede o anúncio.

A chanceler afirmou que essas comparações são uma amostra “de arrogância racista e de irracionalidade” por parte do Partido Democrata. Além disso, ela destacou que a campanha americana demonstra a “profunda crise ética, moral e política de um sistema degradado”.

Delcy exigiu da campanha de Hillary respeito pela memória de Chávez, diante do que chamou de “indesculpável e aberrante vídeo”. A gravação inclui um depoimento do ex-presidente mexicano Vicente Fox, no qual acusa Trump de ser um ditador em potencial, “assim como Chávez, Fidel Castro e Benito Mussolini”. / AFP

Audiência do terceiro debate entre candidatos à presidência dos EUA