Hillary defende união entre EUA e América Latina em artigo de jornal de Miami

Hillary defende união entre EUA e América Latina em artigo de jornal de Miami

Candidata democrata à Casa Branca disse que não deveria haver muros entre as duas regiões, e que há ‘poder’ na proximidade geográfica e cultural entre ambas

Redação Internacional

01 de outubro de 2016 | 19h14

MIAMI – A candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton, defendeu o “poder” provocado pela “proximidade” geográfica e cultural entre o país e a América Latina, uma característica que deve ser “aceita” pelo povo americano.

Em uma coluna de opinião escrita em espanhol e publicada neste sábado, 1.º, na edição impressa do jornal de Miami El Nuevo Herald, a ex-secretária de Estado afirmou que nenhuma região é “mais importante” para a prosperidade e segurança a longo prazo dos EUA do que a América Latina.

Candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton (Foto: Melina Mara / The Washington Post)

Candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton (Foto: Melina Mara / The Washington Post)

“Há poder em nossa proximidade, não só nossa proximidade geográfica, mas também nossos valores, interesses e o patrimônio cultural em comum”, escreveu Hillary, em um texto no qual destacou que a “interdependência” das economias entre ambas as regiões, além do vínculo entre comunidades e famílias, representam uma vantagem.

“Não deveríamos construir muros contra essa realidade, deveríamos aceitá-la”, afirmou, em clara alusão ao candidato republicano Donald Trump, que prometeu em mais de uma ocasião que, se for eleito, construirá um muro na fronteira com o México.

Hillary destacou que ela e vice, o senador Tim Kaine, que viveu um tempo na América Central, veem na região “um potencial de democracias vibrantes, uma classe média crescente, recursos naturais extraordinários, algumas das comunidades mais diversas do mundo e um sentido de otimismo e possibilidade” inspiradores.

“Donald Trump olha ao sul e só vê crime e caos. Desde o primeiro momento de sua campanha, ele menosprezou os latinos dos EUA, insultou e degradou pessoas em toda a região e prometeu construir uma muralha entre nós e nosso vizinho mais próximo”, criticou, para depois afirmar que seu rival “está completamente errado”.

Após celebrar os passos dados pelo atual presidente dos EUA, Barack Obama, para restabelecer relações com Cuba, Hillary ressaltou que, caso seja eleita, trabalhará com o Congresso para completar essa tarefa, porque acredita nos benefícios de uma maior interação entre os dois países.

“À medida que começamos um novo capítulo em nossa relação com Cuba, continuaremos nosso trabalho contra os abusos dos direitos humanos na ilha”, frisou.

No texto, Hillary também defendeu que se mantenha “a pressão sobre a Venezuela e se trabalhe para encontrar uma solução pacífica à atual crise política e humanitária” que vive o país, como consequência “do legado do regime autoritário de Hugo Chávez e Nicolás Maduro”.

“Assim que os venezuelanos expressarem seu direito constitucional de empreender uma mudança de rumo, devem saber que não estão sós. Os EUA estão com eles”, salientou. / EFE