Hillary divulga histórico médico e diz estar bem de saúde

Médica de candidata democrata afirma que pneumonia que a afetou era leve e a recuperação é satisfatória

Redação Internacional

14 de setembro de 2016 | 19h16

LAS VEGAS, EUA – A campanha da candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, divulgou ontem seu histórico médico após semanas de impasse e boatos sobre seu estado de saúde. No fim de semana, ela teve de se afastar da campanha para tratar uma pneumonia, o que foi criticado pelo seu rival, o republicano Donald Trump.

Em comunicado, sua médica pessoal Lisa Bardak declarou que o estado de saúde geral de Hillary é bom e ela dispõe de condições normais física e mentalmente. “No geral, ela tem saúde suficiente para ocupar a presidência”, diz o comunicado.

Sobre a pneumonia, a médica afirmou que trata-se de uma infecção bacteriana leve e a candidata melhorou após alguns dias de repouso. Ela está sendo tratada com um antibiótico chamado Levaquin, que lhe foi receitado por dez dias.

A campanha da ex-secretária de Estado revelou hoje detalhes deste check up e descreveu o diagnóstico da pneumonia que foi realizado na sexta-feira, apenas dois dias antes que sofresse um mal-estar ao participar dos atos em lembrança dos atentados de 11 de setembro de 2001.

“O restante de seu exame físico completo foi normal, e está em excelentes condições mentais. Está recuperando-se bem com os antibióticos e descansando”, acrescentou a médica.

Bill. Um dia antes de a candidata, retomar a campanha, seu marido, o ex-presidente Bill Clinton participou ontem de um comício em Las Vegas, em Nevada – um dos Estados que podem ser decisivos na eleição.

O ex-presidente pediu que os partidários de Hillary não se deixem se levar pela “campanha da raiva” do republicano Donald Trump e escolham “as respostas” que sua mulher oferece a seus problemas.

No comício em uma universidade ao norte da cidade, Clinton disse também que entende a frustração de parte da população com a estagnação salarial que afeta a classe trabalhadora americana desde a recessão de 2008. O ex-presidente também admitiu que no que diz respeito à recuperação da economia não foi feito o suficiente, mas ressaltou que uma possível vitória de Trump na eleição colocaria em risco empregos de milhões de pessoas.

Críticas. Do lado republicano, o ex-secretário de Estado na administração de George W. Bush Collin Powell afirmou que o candidato republicano à presidência do país, Donald Trump, é uma desgraça naciona e um pária internacional em e-mails pessoais divulgados na internet por um grupo de hackers.

Powell, general reformado, confirmou ontem à emissora NBC a autenticidade desses e-mails e revelou que os hackers têm muito mais informações do que as já divulgadas até então.

Além das críticas, o ex-militar afirmou que o candidato republicano está em um processo de destruição própria, sem a necessidade que os democratas o ataquem.

Em outro dos e-mails, o ex-secretário de Estado classifica de racista a teoria de Trump de que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não ter realmente nascido no país.

O conteúdo dos e-mails de Powell, vazado por um grupo chamado DCLeaks, foi publicado pelo portal Buzzfeed. Powell foi secretário de Estado de Bush, mas, tanto em 2008 como em 2012, apoiou a candidatura de Obama à Casa Branca. Durante a atual campanha, publicou artigos de opinião contra as políticas anti-imigração propostas por Trump. /EFE

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