Hillary e Trump concentram esforços na Flórida e na Carolina do Norte, onde disputa está mais apertada

Hillary e Trump concentram esforços na Flórida e na Carolina do Norte, onde disputa está mais apertada

Apesar do que indicam as pesquisas, republicano promete vitória surpreendente nas urnas; candidata democrata volta a ser ameaça pelo escândalo dos e-mails

Redação Internacional

27 de outubro de 2016 | 09h58

WASHINGTON – Os candidatos à presidência dos EUA, a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump, concentraram seus esforços na quarta-feira em Estados onde a disputa pela Casa Branca está mais apertada, como Flórida e Carolina do Norte. Em seu segundo dia de visita à Flórida, a ex-secretária de Estado foi recebida por seus partidários em Lake Worth, que celebraram o 69º aniversário da democrata.

“Duvido que Donald Trump tenha lido a Constituição” dos EUA, declarou a candidata, antes de seguir para Tampa, onde realizou outro comício, a 13 dias das eleições.

Hillary Clinton e Donald Trump se enfrentam no terceiro e último debate presidencial (Foto: AFP PHOTO / Mark RALSTON)

Hillary Clinton e Donald Trump se enfrentam no terceiro e último debate presidencial (Foto: AFP PHOTO / Mark RALSTON)

Uma pesquisa divulgada na noite de terça-feira atribui a Trump uma pequena vantagem na Flórida sobre Hillary, mas ainda dentro da margem de erro. Em nível nacional, em média, as pesquisas dão à democrata uma vantagem de cinco pontos sobre Trump.

A Flórida é um dos Estados fundamentais para se chegar à Casa Branca. No fim de semana a coordenadora da campanha de Trump, Kellyanne Conway, admitiu que uma derrota neste Estado tornaria muito mais difícil conquistar a presidência.

Promessa. Trump, que tem denunciado fraude nas eleições, promete uma vitória surpreendente nas urnas. “Penso que teremos uma vitória espetacular”, disse Trump na quarta-feira à rede de televisão CNN, e acrescentou que pretende reforçar o caixa de sua campanha recorrendo ao próprio dinheiro.

O candidato republicano esteve na quarta-feira rapidamente em Washington, para a inauguração do Hotel Internacional Trump, próximo à Casa Branca. Apesar de não fazer parte de sua agenda de campanha, o republicano aproveitou a oportunidade para ressaltar que “terminar esta obra dentro do orçamento previsto e antes do tempo esperado é algo que passa uma mensagem”.

Na Avenida Pensilvânia, cerca de 100 pessoas – principalmente trabalhadores e líderes sindicais – realizaram uma manifestação para denunciar a ação judicial de Trump contra o sindicato de empregados de outro de seus hotéis, em Las Vega, Nevada.

O sindicalista chileno-americano Yoel Bitran disse que é “problemático que (Trump) não esteja disposto a reconhecer seus próprios trabalhadores, que o tornam rico todos os dias, e não lhes dar ao menos a proteção das leis básicas do país”. James Harcomb, eleitor do magnata, afirmou que o protesto era promovido pelo lado democrata. “Pergunto quanto receberam de Hillary para fazer isto.”

Escândalo. Trump manteve o tom das críticas a Hillary, que voltou a ser ameaçada pelo escândalo da utilização de um servidor privado para mensagens oficiais quando era secretária de Estado. O WikiLeaks divulgou na quarta-feira mensagens que revelam que, no início de sua campanha presidencial em 2015, integrantes da equipe da democrata estavam consternados porque assessores do departamento de Estado não haviam conseguido evitar o escândalo com a publicação do caso no jornal The New York Times.

Um dos e-mails revelados é uma mensagem de Neera Tanden, integrante da chamada “equipe de transição” preparada pela campanha de Hillary, de 2 de março de 2015, o mesmo dia em que a publicação revelou que ela havia usado um servidor privado de e-mail quando era secretária de Estado (2009-2013).

Na mensagem – enviada a John Podesta, que na época fazia a campanha de Hillary – Neera questionou por que a equipe da ex-secretária de Estado não havia resolvido o caso antes de se transformar em um escândalo.

“Por que não se livraram disso há 18 meses? É uma loucura”, escreveu Neera a Podesta no dia 2 de março, após as revelações do jornal. “É inacreditável”, respondeu Podesta.

Depois, Neera tentou responder sua própria pergunta: “Acho que sei a resposta. Querem se salvar”, escreveu. Em outra mensagem, ela apontou que o escândalo “é como um calcanhar de Aquiles. Kriptonita”.

“Ninguém quer mais quatro anos de (Barack) Obama, não quer Hillary com todos os seus problemas e corrupção. O que está sendo divulgado pelo WikiLeaks é um desastre”, declarou Trump. / AFP

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