Hillary está preocupada por ‘graves interferências’ da Rússia em eleição nos EUA

Hillary está preocupada por ‘graves interferências’ da Rússia em eleição nos EUA

Em entrevista a bordo de seu avião de campanha, democrata afirmou que possibilidade de que Moscou esteja por trás dos ataques cibernéticos a seu partido 'provoca graves questionamentos sobre o potencial da interferência russa no nosso processo eleitoral'

Redação Internacional

06 de setembro de 2016 | 09h54

WASHINGTON – A candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, manifestou na segunda-feira, 5, suas “graves” preocupações com os relatórios sobre supostas interferências da Rússia no processo eleitoral nos Estados Unidos através de ciberataques contra seu partido.

A possibilidade de que Moscou esteja envolvida nos ataques cibernéticos revelados em julho “provoca alguns graves questionamentos sobre o potencial da interferência russa no nosso processo eleitoral”, disse Hillary a jornalistas em seu avião de campanha. Apesar de não utilizar o termo ciberguerra, a democrata descreveu a interferência russa como “ameaça de uma potência estrangeira adversária”.

Hillary descreveu interferência russa como 'ameaça de uma potência estrangeira adversária' (FOTO: AP Photo/Andrew Harnik)

Hillary descreveu interferência russa como ‘ameaça de uma potência estrangeira adversária’ (FOTO: AP Photo/Andrew Harnik)

A candidata democrata, que enfrenta uma acirrada disputa com Donald Trump pela presidência dos Estados Unidos, também condenou seu adversário republicano por incentivar a Rússia a espioná-la. “Jamais tivemos uma potência estrangeira adversária envolvida em nosso processo eleitoral. Nunca tivemos um candidato exortando os russos a hackear” candidatos.

Hillary afirmou que o “consenso” entre agentes americanos de inteligência e especialistas é que o ciberataque foi orquestrado pela inteligência russa.

O jornal The Washington Post informou que autoridades dos Estados Unidos estão investigando uma operação russa que incluiu um ciberataque ao sistema de registro de votação no Arizona.

Em uma sessão de perguntas e respostas de 20 minutos, que pode ser interpretada como sua primeira entrevista coletiva em 275 dias, Hillary também falou da recente divulgação de notas do FBI sobre os e-mails de trabalho que enviou de uma conta privada e sobre suas ideias para a Fundação Clinton. / AFP

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