Hillary retoma campanha e Trump divulga atestado de ‘saúde excelente’

Hillary retoma campanha e Trump divulga atestado de ‘saúde excelente’

No último domingo, Hillary teve de ser ajudada ao deixar uma cerimônia pública em Nova York, e pouco depois foi informado que três dias antes ela havia sido diagnosticada com uma pneumonia

Redação Internacional

15 de setembro de 2016 | 17h39

A candidata presidencial Hillary Clinton retornou nesta quinta-feira, 15, à campanha depois de dias de repouso em razão de uma pneumonia. Ela volta no mesmo dia em que seu adversário, Donald Trump, divulgou um documento em que afirma que possui uma “excelente saúde”.

A ex-secretária de Estado cumpriu agenda de campanha na Carolina do Norte e em Washington, em uma tentativa de retomar a iniciativa política a apenas duas semanas do esperado primeiro debate televisionado com Trump.

U.S. Democratic presidential candidate Hillary Clinton speaks with greeters as she arrives at the airport in Greensboro, North Carolina, United States September 15, 2016. REUTERS/Brian Snyder

Após repouso, Hillary volta à campanha, com evento na Carolina do Norte. Foto: Brian Snyder/Reuters

“Já fui acusada de todo tipo de coisa, mas nunca de desistir”, disse ela, em um evento em Greensboro (Carolina do Norte). Ela acrescentou que aproveitou esses dias de repouso para também organizar os pensamentos.

No último domingo, Hillary teve de ser ajudada ao deixar uma cerimônia pública em Nova York, e pouco depois foi informado que três dias antes ela havia sido diagnosticada com uma pneumonia, até então omitida por sua equipe.

Na quarta-feira, a médica que a atende, Lisa Bardack, divulgou à imprensa um comunicado de duas páginas no qual afirmou que Hillary se recuperava de uma pneumonia “leve, não contagiosa”, mas que está “apta para servir” como presidente.

Nos três dias em que a candidata esteve fora de combate, Trump multiplicou suas aparições públicas e suas declarações nas grandes redes de televisão, em especial para afirmar que tem muito boa saúde.

Hillary, de 68 anos, e Trump, de 70, são as pessoas mais velhas a disputar a presidência americana, e a crise de saúde da ex-secretária gerou pressão para que os dois divulguem informações sobre sua condição física.

No mesmo dia, a equipe de campanha de Trump divulgou uma carta assinada por seu médico pessoal desde 1980, Harold Bornstein, e no qual afirma categoricamente que o empresário goza de uma “excelente saúde física”.

O documento revelou que Trump só toma medicamentos para reduzir o colesterol e aspirinas em baixas doses, enquanto que os outros exames de laboratório tiveram resultados considerados normais.

De acordo com a carta de Bornstein, Trump pesa atualmente 107 quilos, sugerindo um quadro de sobrepeso para sua altura de 1,90m, mas menciona que não consume “cigarro nem álcool”. “Em suma, o senhor Trump goza de uma excelente saúde física”, expressou o médico.

No ano passado, outra carta do mesmo médico afirmava que, caso vencesse as eleições de novembro, seria o “indivíduo mais saudável já eleito presidente”.

Ainda na quarta-feira, Trump gravou uma entrevista – que será divulgada nesta quinta-feira – para um popular programa de televisão dedicado a questões médicas, no qual discutiu detalhes sobre seu estado de saúde.

Em um fragmento da entrevista adiantada à imprensa, Trump afirmou que se sente “tão bem como quando tinha 30 anos”.

Além das polêmicas sobre a saúde dos candidatos, Hillary precisa retornar a campanha eleitoral, já que as pesquisas continuam mostrando que a enorme vantagem que teve sobre Trump já desapareceu.

Uma pesquisa da rede CBS e do jornal The New York Times divulgada nesta quinta-feira mostra Hillary Clinton com uma vantagem apertada de dois pontos sobre Trump (44% a 42%).

Quando a pesquisa incluiu no questionário os outros dois candidatos minoritários em disputa – o libertário Gary Johnson e a ambientalista Jill Stein – Hillary e Trump ficaram empatados em 42%.

Esse cenário, considerando os quatro candidatos, é o mesmo apontado na quarta-feira pela pesquisa da universidade Quinnipiac.

Um estudo da CBS/NYT também mostrou uma enorme divisão de gênero na disputa eleitoral: Trump tem uma vantagem de dois dígitos entre os eleitores homens, enquanto Hillary tem uma superioridade equivalente entre as mulheres. / AFP

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