Hillary volta a aumentar vantagem contra Trump, indicam novas pesquisas

Hillary volta a aumentar vantagem contra Trump, indicam novas pesquisas

Democrata volta à margem que tinha na semana passada, de 6 pontos porcentuais à frente do republicano, mesmo com as investigações sobre seu uso de um servidor particular de e-mails

Redação Internacional

03 de novembro de 2016 | 11h33

PENSACOLA, EUA – A democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump trocaram ataques sobre o caráter um do outro a menos de uma semana da eleição presidencial dos EUA, enquanto a mais recente pesquisa Reuters/Ipsos mostrou a vantagem da candidata com um leve aumento, voltando à margem que tinha na semana passada.

Muitas pesquisas nacionais têm mostrado a vantagem de Hillary encolhendo desde o ressurgimento, na sexta-feira, da polêmica sobre seu uso de um e-mail particular para tratar assuntos de trabalho quando era secretária de Estado.

Candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton (Foto: REUTERS/Mike Blake)

Candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton (Foto: REUTERS/Mike Blake)

No entanto, a mais recente pesquisa Reuters/Ipsos, divulgada na quarta-feira, indicou que a dianteira da ex-primeira-dama sobre Trump está voltando a 6 pontos porcentuais, a mesma que ela tinha antes do anúncio do FBI sobre as investigações sobre seu uso de um servidor particular de e-mails.

Uma pesquisa New York Times/CBS News divulgada nesta quinta-feira, 3, também mostra a democrata à frente do republicano, com 45% de intenções de voto para ela e 42% para o empresário. A sondagem revelou que mais de 22 milhões de americanos já votaram por meio do processo de voto antecipado.

Fazendo campanha em Pensacola, na Flórida, Trump previu que vencerá, e disse a seus apoiadores em um comício a céu aberto: “Já dá essa sensação, não dá?”. “Temos de ir devagar e sempre, devagar e sempre. Certo, não perca o foco, Donald, não perca o foco. Não divague, Donald, devagar e sempre”, disse o magnata, cuja campanha foi prejudicada em algumas ocasiões por seus comentários polêmicos.

Trump criticou Hillary e ressaltou novamente que ela não tem qualificação para liderar o país, e a qualificou de “totalmente desequilibrada”.

Falando a apoiadores em Las Vegas, Hillary culpou o republicano por jogar os cidadãos uns contra os outros, citando sua retórica sobre grupos como muçulmanos e mexicanos. Para ela, Trump está “falando do que não conhece”, e qualificou suas propostas de política externa como “incrivelmente perigosas”.

O nervosismo dos investidores cresceu nos últimos dias diante da possibilidade de uma vitória de Trump, dada a incerteza de sua postura sobre temas que incluem política externa, relações comerciais e imigrantes.

A posição de Hillary é mais sólida do que as pesquisas nacionais levam a crer, levando em conta que a corrida é decidida pelo Colégio Eleitoral e seu sistema de contagem de vitórias é feito Estado a Estado. A conquista da presidência exige uma maioria de 270 votos no Colégio, e os democratas têm uma vantagem consolidada, já que Estados como Califórnia e Nova York tradicionalmente votam em candidatos democratas. / REUTERS

Veja abaixo: Hillary busca consolidar a vantagem sobre Trump

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