Lei da saúde será anulada no 1º dia de governo, diz vice de Trump

Lei da saúde será anulada no 1º dia de governo, diz vice de Trump

No Capitólio, enquanto Pence traça estratégia para derrubar reforma de Obama, presidente tenta salvá-la com democratas

Redação Internacional

04 Janeiro 2017 | 16h38

WASHINGTON  – Em uma corrida contra o tempo, o presidente americano, Barack Obama, fez nesta quarta-feira, 4, uma rara visita ao Congresso para discutir com os democratas uma estratégia para tentar defender as políticas de saúde de seu governo, ameaçadas pelo sucessor Donald Trump.

A poucos metros dele, também na sede do Legislativo americano, o vice republicano, Mike Pence, deixava claro que essa missão será quase impossível ao prometer que Trump revogará o Obamacare – a ambiciosa reforma da saúde do democrata – em seu primeiro dia de mandato.

From left, Rep. Cathy McMorris Rodgers, R-Wash., chair of the House Republican Conference, Vice President-elect Mike Pence, House Majority Leader Kevin McCarthy of Calif., House Speaker Paul Ryan of Wis., and House Majority Whip Steve Scalise of La., meet with reporters on Capitol Hill in Washington, Wednesday, Jan. 4, 2017, following a closed-door meeting with the GOP caucus to discuss repeal of President Obama's health care law now that the GOP is in charge of White House and Congress. (AP Photo/J. Scott Applewhite)

Pence fala à imprensa ao lado de Ryan, à sua esquerda. Foto: J. Scott Applewhite/AP

O vice-presidente eleito se reuniu com congressistas republicanos no Capitólio para passar a mensagem de que a primeira ação do novo Congresso será “derrubar” e “substituir” o Obamacare. Na entrevista coletiva após a reunião, Pence detalhou que Trump adotará medidas já no seu primeiro dia no Salão Oval, com a assinatura de várias ordens executivas.

Segundo Pence, Trump usará seu poder executivo para complementar os esforços já iniciados no Congresso pelos republicanos, com maioria em ambas as Casas, para elaborar um novo projeto de lei que permita derrubar o Obamacare.

Ao lado de Pence, o presidente da Câmara dos Deputados, o republicano Paul Ryan, ressaltou que, quando for derrubada a reforma da saúde de Obama, é preciso garantir que haja uma “transição estável” rumo a um novo sistema de saúde com “mais opções” e “mais liberdade”. “Esta lei fracassou”, disse Ryan sobre o Obamacare, lei promulgada em 2010 que obriga os cidadãos a terem um plano de saúde.

Relembre:

Obama deixou a reunião democrata sem falar com jornalistas. Segundo o deputado Ben Cardin, que participou do encontro, a orientação foi a de “se manter engajado” e “lutar por tudo que o partido conseguiu”.

A declaração sinaliza um Legislativo americano, mais uma vez, marcado por profundas divisões. Na inauguração do novo período de sessões do Congresso, na terça-feira, os republicanos do Senado apresentaram uma iniciativa para permitir que a lei de saúde possa ser derrubada com apenas 50 votos a favor, em vez dos 60 normalmente necessários.

Além disso, essa iniciativa instrui as comissões do Congresso a prepararem um projeto de lei para derrubar o Obamacare antes do dia 27. / W. POST, REUTERS e EFE

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