Melania Trump diz que mulheres que acusaram seu marido de abuso são ‘mentirosas’

Melania Trump diz que mulheres que acusaram seu marido de abuso são ‘mentirosas’

Em sua primeira manifestação pública sobre o caso, a ex-modelo disse ainda que Donald Trump teria sido 'incitado' a fazer os comentários obscenos registrados por câmeras do programa 'Access Hollywood' em 2005 e divulgados recentemente pelo jornal 'Washington Post'

Redação Internacional

18 de outubro de 2016 | 10h55

NOVA YORK – Melania Trump, mulher do candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, falou na noite de segunda-feira, 17, pela primeira vez sobre as acusações de abuso sexual contra o magnata, defendendo-o e questionando a honestidade das mulheres que o acusaram.

Melania, de 46 anos, afirmou em uma longa entrevista ao apresentador da CNN Anderson Cooper que as mulheres que acusaram Trump de tocá-las de forma inadequada ou de beijá-las sem permissão estavam mentindo.

Melania Trump respondeu quase todos os questionamentos do apresentador da CNN Anderson Cooper, em entrevista exibida na noite de segunda-feira (FOTO: CNN/Handout via REUTERS)

Melania Trump respondeu quase todos os questionamentos do apresentador da CNN Anderson Cooper, em entrevista exibida na noite de segunda-feira (FOTO: CNN/Handout via REUTERS)

A ex-modelo também reproduziu as alegações de que o marido é vítima de uma ampla conspiração entre os meios de comunicação e a campanha de Hillary Clinton. “Eu acredito em meu marido e isso foi tudo organizado pela oposição”, disse Melania. “Ninguém pode comprovar as acusações desta mulheres. Elas não têm nenhum fato.”

Ela também comparou o linguajar vulgar usado por Trump para se referir a mulheres a um adolescente que tenta se destacar em uma conversa sobre quem é mais macho. Melania considerou ainda que seu marido foi “incitado” a fazer os comentários obscenos. “Como se pode ver no vídeo, as câmeras não estavam em frente a eles. Foi só um microfone e me pergunto se sabiam que o microfone estava ligado”, disse, ao se referir a Trump e ao apresentador da “NBC”, Billy Bush, com quem o bilionário estava conversando.

A entrevista foi ao ar em um momento em que a campanha republicana tenta se recuperar do pior escândalo atrelado a Trump desde o início da disputa eleitoral, causado pela divulgação há 10 dias pelo jornal “Washington Post” de uma gravação do programa Access Hollywood de 2005 que capturou Trump dizendo ao apresentador do programa, Billy Bush, que beijava mulheres sem pedir e que tocava suas partes íntimas porque era uma “estrela”.

“Algumas vezes eu digo que tenho dois garotos em casa: meu filho mais novo e meu marido”, afirmou Melania aos risos. “Eu sei como alguns homens falam e sei que foi o que aconteceu neste caso”, explicou sobre a declaração polêmica do candidato à Casa Branca. Anteriormente, no entanto, Melania tinha divulgado uma nota dizendo que as palavras de Trump eram “inaceitáveis e ofensivas”, mas que aquilo “não representava o homem que ela conhecia”.

Melania Trump nunca gostou de aparecer no cenário político e foi alvo da cobertura midiática em julho, quando descobriu-se que o aguardado discurso que ela fez na Convenção Nacional Republicana tinha linhas muito parecidas com o do discurso feito pela primeira-dama Michelle Obama, em 2008, na Convenção Nacional Democrata. Desde então, ela apareceu pouco na campanha, com exceção dos dois primeiros debates, e tem preferido passar seu tempo com o filho novo do casal, Barron.

Ela disse que seu marido tem se defendido das acusações de abuso sexual porque “eles são falsas”. Ela também afirmou que muitas mulheres abordam Trump sexualmente. “Eu vejo muitas, muitas mulheres que chegam até ele e dão seus números de telefone, sabe, algumas querendo trabalhar para ele, mas oferecem fazer coisas inapropriadas para mulheres. E elas sabem que ele é casado.”

Quando questionada sobre o fato de aconselhar o seu marido em relação às polêmicas que ele se envolve por meio do Twitter, ela respondeu que essa é uma decisão que é tomada por ele. “Eu lhe dou muitos conselhos, às vezes ele ouve, às vezes não, e ele faz o que quer, como eu faço o que eu quero.” /  NYT

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