Melania Trump promete ser ‘defensora das mulheres e das crianças’

Melania Trump promete ser ‘defensora das mulheres e das crianças’

A cinco dias das eleições, a ex-modelo nascida na Eslovênia, que tinha se mantido em silêncio desde sua aparição na convenção republicana, em julho, fez várias referências aos valores familiares

Redação Internacional

03 de novembro de 2016 | 21h04

BERWYN – Mulher do bilionário Donald Trump, Melania Trump fez campanha para o marido pela primeira vez desde a nomeação dele para concorrer à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, com um discurso nesta quinta-feira, 3, no qual disse se orgulhar de ser imigrante e se comprometeu a trabalhar como “defensora” das mulheres e crianças caso se torne primeira-dama.

A cinco dias das eleições, a ex-modelo nascida na Eslovênia, que tinha se mantido em silêncio desde sua aparição na convenção republicana, em julho, fez várias referências aos valores familiares.

Melania Trump, wife of Republican presidential candidate Donald Trump, speaks at the Main Line Sports Center in Berwyn, Pa., Thursday, Nov. 3, 2016. (AP Photo/Patrick Semansky)

Melania Trump durante discurso em Berwyn. Foto: Patrick Semansky/AP

“As pessoas me perguntam frequentemente: que tipo de primeira-dama você seria? Seria um privilégio poder servir a nosso país”, disse Melania Trump na pequena cidade em Berwyn, de pouco mais de 3 mil habitantes no Estado da Pensilvânia, considerado um dos que podem decidir a eleição.

“Serei uma defensora das mulheres e das crianças”, acrescentou a mulher de Trump, que justificou sua ausência da campanha alegando que queria cuidar de seu filho de 10 anos, Barron.

A ex-modelo, de 46 anos, lembrou sua infância na Eslovênia e disse que em seu país de origem “América (EUA) era a palavra para definir a liberdade e a oportunidade”, e “significava que se podia sonhar com isso, se podia se transformar nisso”.

“Sou uma imigrante, e ninguém avalia as liberdades e oportunidades dos Estados Unidos melhor do que eu”, ressaltou.

A mulher de Trump afirmou que, na infância, se sentia inspirada pela era Ronald Reagan na presidência (1981-1989) e seu lema de “Amanhã nos Estados Unidos” não só se aplicava ao país, mas “parecia que fosse amanhã no mundo todo”.

Melania descreveu a que seria sua principal iniciativa caso se torne primeira-dama, sobre a qual já falou em outras ocasiões: sua vontade de combater os “insultos e palavras mesquinhas” que geram assédio nas redes sociais para as crianças e adolescentes.

“É terrível quando (o assédio) acontece no pátio de uma escola, e é completamente inaceitável quando é feito por alguém sem nome, que se esconde na internet. Temos de encontrar formas melhores de honrar e apoiar a bondade básica de nossas crianças, sobretudo nas redes sociais”, afirmou.

Seu discurso foi o primeiro desde o que concedeu na convenção republicana, que lhe rendeu várias críticas após a descoberta de que alguns trechos eram muito similares ao de um discurso feito pela atual primeira-dama, Michelle Obama. / EFE

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