Mensagens pró e contra Trump se espalham em Cleveland

Mensagens pró e contra Trump se espalham em Cleveland

As ruas ao redor do estádio onde os republicanos se reúnem se transformaram em passarelas de manifestações a favor e contra a candidatura de Trump e um caleidoscópio de ações coletivas e individuais

Redação Internacional

19 de julho de 2016 | 15h43

Cláudia Trevisan,
ENVIADA ESPECIAL / CLEVELAND, EUA

Filha de uma colombiana e um palestino, a muçulmana Rose Hamid caminhava na segunda-feira, 18, pelo centro de Cleveland distribuindo canetas decoradas com uma rosa vermelha, na esperança de apresentar uma imagem positiva de sua religião no momento em que a islamofobia cresce no Ocidente. A poucos metros, David Grisham segurava um cartaz com os dizeres “cada muçulmano verdadeiro é um jihadista”.

Como milhares de pessoas, ambos viajaram à cidade com o objetivo de conquistar um pequeno espaço no grande espetáculo que acompanha as convenções partidárias americanas. As ruas ao redor do estádio onde os republicanos se reúnem se transformaram em passarelas de manifestações a favor e contra a candidatura de Trump e um caleidoscópio de ações coletivas e individuais.

De manhã, 130 mulheres posaram nuas segurando espelhos para uma instalação concebida pelo fotógrafo Spencer Tunick com o título Tudo o que ela diz significa alguma coisa. A obra foi organizada em uma propriedade privada, onde a polícia não podia intervir. “Ele é um perdedor”, disse Tunick à agência France Presse, referindo-se a Trump.

Manifestações do Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) se alternavam com protestos a favor de causas conservadoras. Usando uma camiseta com os dizeres “Hillary Clinton para a prisão”, o marine Shawn Witte carregava uma bandeira dos EUA e repetia teorias conspiratórias propagadas por sites extremistas de direita. Entre elas, a de que a candidata democrata vendeu armas a terroristas e traficantes de drogas durante sua gestão no Departamento de Estado.

Os amigos Daniel Malafronte e Darrin Maconi optaram por uma abordagem bipartidária com interesses comerciais e decidiram vender sucrilhos em duas versões: “Trump Flakes” e “Hillary Crunch”. Cada caixa custa US$ 40 e os recursos obtidos com sua venda serão usados no pagamento da faculdade de Malafronte.

A poucos metros, o comediante Eric Yesbick vendia camisinhas em três embalagens diferentes –Trump, Hillary Clinton e Bernie Sanders –, cada uma com trocadilhos que faziam referências à personalidade dos candidatos. Preço: uma por US$ 5 e três por US$ 10.

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