Michelle usará prestígio em atos de campanha

Michelle usará prestígio em atos de campanha

Primeira-dama fará uma série de eventos para pedir principalmente o voto do jovem eleitor nos Estados-chave

Redação Internacional

13 de setembro de 2016 | 05h00

WASHINGTON – Depois de quase oito anos na Casa Branca sem entrar nas discussões divisionistas da política em Washington, a primeira-dama, Michelle Obama, embarca esta semana na campanha presidencial. Ela usará sua popularidade e reputação para pedir votos para a candidata democrata, Hillary Clinton, que tem sido apontada como alguém a quem faltam tais características.

Em um evento na Virgínia na sexta-feira, Michelle fará um apelo aos eleitores para se registrem antes de vencer o prazo no Estado, no dia 18 de outubro. O evento será o primeiro de uma série de aparições que ela fará para apoiar Hillary.

A primeira-dama americana, Michelle Obama. Foto: Zach Gibson/The New York Times

A primeira-dama americana, Michelle Obama. Foto: Zach Gibson/The New York Times

A decisão de entrar para valer na campanha evidencia a transformação de uma relutante mulher de político em uma figura pública confiante, um papel que ela diz ter abraçado mais no segundo mandato do marido, o presidente Barack Obama.

A diretora de comunicação de Michelle, Caroline Adler Morales, disse que o foco da primeira-dama será encorajar, nos Estados-chave – os chamados “swing states” –, particularmente jovens eleitores e afro-americanos, a se registrar e votar. Sua mensagem, disse Caroline, será enfatizar as “qualificações e posições de que um presidente precisa, os valores que prezamos como americanos e nossas esperanças compartilhas para o futuro”.

Em julho, Michelle deu uma prévia de como deverão ser os próximos dias ao discursar em uma das noites da Convenção Nacional Democrata. Seu discurso foi um verdadeiro testemunho de como Hillary é uma líder que poderia ser confiada a tarefa de dar continuidade ao legado de Obama.

A seu modo, fez também uma velada denúncia contra o republicano Donald Trump, o candidato opositor que ela não chegou a citar o nome, mas definiu como um “cínico” que vê os desafios do mundo sob a perspectiva dos 140 caracteres do Twitter. / THE NEW YORK TIMES

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