10 momentos e erros de Donald Trump: um olhar para trás

10 momentos e erros de Donald Trump: um olhar para trás

Campanha do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos foi marcada por momentos únicos; relembre os principais

Redação Internacional

08 de novembro de 2016 | 13h22

No último dia de campanha, Donald Trump discursa em comício em Manchester, no Estado de New Hampshire (Foto: Scott Eisen/Getty Images/AFP) == FOR NEWSPAPERS, INTERNET, TELCOS & TELEVISION USE ONLY ==

No último dia de campanha, Donald Trump discursa em Manchester, no Estado de New Hampshire (Foto: Scott Eisen/Getty Images/AFP)

NOVA YORK – O candidato do Partido Republicado à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, sem dúvida nenhuma conduziu sua campanha de modo único na história americana moderna. Foi uma série de momentos notáveis e erros. Confira os principais:

1. Trump desce uma escada rolante e entra para a história

Trump desceu uma escada rolante e entrou na corrida presidencial em um discurso de 40 minutos no salão principal da Trump Tower. Ele elogiou seus campos de golfe, atacou a China e o México como concorrentes econômicos e prometeu construir uma “grande muralha” para evitar criminosos mexicanos e estupradores. Ele era um candidato improvável, e nenhum de seus rivais antecipou seu apelo aos eleitores conservadores.

2. Trump propõe um registro obrigatório para muçulmanos nos Estados Unidos

Trump respondeu aos ataques terroristas de novembro de 2015 em Paris com propostas abrangentes dirigidas aos muçulmanos residentes nos Estados Unidos: fechar algumas mesquitas e monitorar outras; exigir que os muçulmanos se registrem em uma base de dados nacional. As propostas desencadearam um furor entre os democratas e alguns de seus rivais republicanos, que o forçaram a suavizar o discurso temporariamente, mas não a se arrepender.

3. ‘Um banimento total e completo dos muçulmanos’

Trump pediu que os Estados Unidos proibissem todos os muçulmanos de entrar no país, o que ele chamou de “um banimento total e completo dos muçulmanos que entram nos Estados Unidos”. Ele citou um potencial risco de terrorismo, dizendo que os 1,6 bilhão de muçulmanos do mundo “acreditam apenas na jihad e não têm nenhum senso de razão ou respeito pela vida humana”.

4. Observações de Trump sobre a Otan geram rebuliço na Europa

Trump levantou questões sobre seu compromisso de defender os aliados da Otan, dizendo aos repórteres que ele iria primeiro olhar para as contribuições deles para a aliança e se eles “cumpriram suas obrigações conosco”. Suas observações inquietaram aliados na Europa, os países bálticos. Observações semelhantes sobre aliados na Ásia também repercutiram.

5. Plágio em discurso de Melania Trump na Convenção Nacional Republicana

A desorganização dentro da campanha conduziu a um momento profundamente embaraçoso que ofuscou muito da Convenção Nacional Republicana. Com milhões de espectadores assistindo, a mulher de Donald Trump, Melania Trump, repetiu palavra por palavra trechos de um discurso que Michelle Obama deu em 2008 na Convenção Nacional Democrata. Um funcionário da campanha de Trump assumiu a responsabilidade pelo plágio.

6. Apelo de Trump na Convenção Nacional Republicana

Trump aceitou a indicação presidencial do Partido Republicano com um apelo aos americanos que sentiam na pele que o país estava fora dos trilhos e que desejavam um líder determinado a protegê-los. “Os ataques à nossa polícia e o terrorismo em nossas cidades ameaçam nosso próprio modo de vida”, disse ele. “Qualquer político que não compreende o perigo não é apto a liderar o nosso país.”

7. Entrevero com Khizr Khan

Trump passou vários dias atacando os pais de um soldado muçulmano morto, Humayun Khan, que o havia denunciado na Convenção Nacional Democrata. Trump disse que o pai do soldado, Khizr Khan, não tinha “o direito” de desafiá-lo e ridicularizou sua mãe, Ghazala Khan, dizendo que sua religião a proibia de falar. Ela negou essa informação.

8. ‘Pessoas da Segunda Emenda’

Trump criou nova polêmica ao comentar o posicionamento de Hillary Clinton sobre políticas contra a violência. Durante um comício, ele afirmou que os defensores do direito à posse de armas poderiam agir com as próprias mãos caso Hillary fosse eleita e nomeasse juristas liberais para o Supremo Tribunal. “Se ela escolhe seus juízes, não há nada a fazer, pessoal”, disse ele. “Mas tem as pessoas da Segunda Emenda – talvez tenha, eu não sei.”

9. Ofensas a Alicia Machado

Trump gastou a semana seguinte ao primeiro debate presidencial atacando a venezuelana Alicia Machado, ex-miss Universo e apoiadora de Hillary. O republicano havia chamado a modelo de “Miss Piggy” (“Miss Porquinha”) e “Miss Housekeeping” (“Miss Empregada Doméstica”). Seus ataques incluíram um tuíte em que Alicia era falsamente acusada de ter tido um vídeo erótico vazado.

10. Vídeo com comentários machista de Trump

A campanha de Trump entrou em crise após a publicação de uma fita de vídeo de 2005 em que ele podia ser ouvido se gabando – com termos chulos – sobre abuso sexual de mulheres. Dezenas de líderes republicanos o condenaram pelos comentários, que ameaçaram minar o partido como um todo. Trump rejeitou pedidos para abandonar a corrida presidencial. Sua trajetória poderia ter sido afetada definitivamente. / THE NEW YORK TIMES

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