No último debate antes das primárias, candidatos da direita francesa discutem impacto da vitória de Trump

No último debate antes das primárias, candidatos da direita francesa discutem impacto da vitória de Trump

Participantes reconheceram as consequências da chegada do magnata ao poder no cenário internacional

Redação Internacional

18 de novembro de 2016 | 09h37

PARIS – Os candidatos da direita francesa confrontaram divergências sobre as consequências da eleição do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais americanas durante o último debate antes das primárias, que serão realizadas no domingo.

O candidato vencedor das primárias da direita terá grandes chances de ganhar as eleições presidenciais de maio de 2017.

Candidatos de direita à presidência da França participam de último debate antes das eleições primárias (Foto: REUTERS/Christphe Archambault)

Candidatos de direita à presidência da França participam de último debate antes das eleições primárias (Foto: REUTERS/Christphe Archambault)

A candidata de extrema-direita Marine Le Pen tem ganhado cada vez mais destaque. À frente nas pesquisas há dois anos, o ex-primeiro-ministro Alain Juppé, de 71 anos, diminuiu a vantagem nas últimas semanas com relação ao ex-presidente Nicolas Sarkozy, de 61 anos. Outro ex-primeiro-ministro, François Fillon, de 62 anos, se aproxima dos dois favoritos na reta final, segundo uma sondagem publicada na quinta-feira.

Durante o debate televisionado, as consequências da eleição de Trump ofereceu a oportunidade aos sete candidatos – seis homens e uma mulher-, de expressarem suas diferenças.

Todos reconheceram o impacto que a chegada do magnata ao poder poderá ter no cenário internacional. Mas os principais candidatos divergiram sobre sua influência na política interna francesa, sem evocar explicitamente a Frente Nacional de Le Pen.

“(Trump) fará após a sua eleição o que havia anunciado antes? Está começando a matizar suas declarações”, observou Alain Juppé.

Nicolas Sarkozy apontou o “recuo” da influência americana, abrindo caminho, segundo ele, para “um retorno da França e da Europa ao cenário internacional”. Já François Fillon considerou “ridículo” tirar conclusões para a vida política francesa.

Após os dois debates anteriores dedicados à política interna da França, em que Sarkozy foi objeto de vários ataques, nesse último confronto os candidatos evitaram ataques pessoais. / AFP

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