O que você precisa saber sobre a investigação dos e-mails de Hillary Clinton

O que você precisa saber sobre a investigação dos e-mails de Hillary Clinton

Democrata enfrenta mais polêmicas em razão de novas análises sobre correspondências eletrônicas recém descobertas

Redação Internacional

31 de outubro de 2016 | 10h37

WASHINGTON – A campanha da candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton, foi abalada pelo anúncio de James Comey, diretor do FBI, de que a agência analisará e-mails de uma de suas principais assessoras para determinar se eles contêm informações confidenciais e úteis para a investigação sobre o uso de um servidor privado de internet enquanto era secretária de Estado. O anúncio foi feito apenas 11 dias antes das eleições e pode causar alguns impactos graves na corrida presidencial. Veja abaixo o que você precisa saber sobre essa investigação, segundo a emissora CNN.

Candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton (Foto: AFP PHOTO / SAUL LOEB)

Candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton (Foto: AFP PHOTO / SAUL LOEB)

Por que a investigação está acontecendo?

As investigações começaram com Anthony Weiner. Policiais encontraram em seu computador mensagens de Huma Abedin, sua ex-mulher que trabalha com Hillary desde 1996. A descoberta foi casual e ocorreu durante uma investigação sobre a suposta troca de mensagens de natureza sexual entre Weiner e uma garota de 15 anos. A notícia foi o suficiente para que Comey concluísse que os e-mails de Hillary precisariam ser revistos para decidir se a investigação concluída em julho sobre o assunto deveria ser reaberta. De acordo com uma reportagem do jornal The Washington Post publicada no domingo, agentes do FBI tinham conhecimento dos novos e-mails desde o início do mês, mas só comunicaram o fato a Comey na quinta-feira. No dia seguinte, ele enviou uma carta ao Congresso na qual informou um grupo de parlamentares que o FBI pretendia analisar a relevância das mensagens.

A decisão de Comey quebra precedentes?

Tudo com relação a esse assunto não tem precedentes. Nunca houve um candidato à presidência por um grande partido investigado pelo FBI. E a forma com que a investigação tem sido conduzida também é fora do comum. Comey avisou o Departamento de Justiça antes de enviar a carta ao Congresso. A decisão dele contraria a prática da instituição de não anunciar a abertura de investigações e foi vista por democratas como interferência indevida na eleição. A informação de que agentes do FBI tinham conhecimento dos e-mails desde o início do mês levanta questionamentos sobre o momento escolhido para o anúncio, 11 dias antes de os americanos irem às urnas.

O que isso tem a ver com Hillary Clinton?

Ainda é muito cedo para saber, pois não se sabe se os e-mails recém-descobertos são os mesmo que já passaram pela análise do FBI. Pode haver mais correspondências eletrônicas que não foram entregues por Hillary ao Departamento de Estado e que não foram encontradas pelo FBI durante as investigações. Mesmo se elas existirem, talvez não signifique muita coisa, já que podem ser de natureza pessoal.

O que acontece agora?

O Departamento de Justiça dos EUA conseguiu um mandado para investigar os novos e-mails descobertos. Contudo, em sua carta ao Congresso, Comey garantiu que o FBI não terminaria a análise antes do dia da eleição, 8 de novembro. Ele disse que “não pode prever quanto tempo levará para completar o trabalho extra”. A investigação já levou meses para chegar até aqui, e completá-la em menos de 10 dias parece improvável. Se o FBI concluir que já analisou a maioria dos e-mails anteriormente, pode acelerar o processo. Mas se alguns ainda são novos, a agência precisará consultar outras para analisar a importância da investigação. Isso significa que ainda não se sabe como ficará a campanha de Hillary na reta final das eleições.

Como as novas descobertas impactam as eleições?

As próximas pesquisas de intenção de voto mostrarão o impacto que essas novas informações trazem para as eleições. Para Hillary, a investigação dá mais argumentos para a ideia de alguns eleitores de que ela não é confiável, e no pior momento possível. Seu rival, o republicano Donald Trump, por outro lado, aproveita o momento para destacar o apuro político em que a democrata se encontra.

Veja abaixo: Michelle Obama em campanha com Hillary

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