Obama diz que ‘fará tudo o que puder’ para ajudar Trump na transição

Obama diz que ‘fará tudo o que puder’ para ajudar Trump na transição

Atual presidente dos EUA vai conversar com Donald Trump na quinta-feira

Redação Internacional

09 de novembro de 2016 | 18h11

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira, 9, que se sente encorajado para o futuro após uma ligação do presidente eleito, Donald Trump, que pediu por unidade após sua vitória no dia anterior. Segundo Obama, ele e Trump são diferentes, mas “a presidência é maior do que todos nós”.

Trump surpreendeu ao garantir a vitória em Estados-chaves dos Estados Unidos e vencer a candidata democrata Hillary na disputa pela presidência americana.

Na Casa Branca, Obama afirmou que irá fazer tudo o que puder para realizar uma transferência pacífica da presidência para Trump. “Todos nós queremos o que é melhor para o país”, disse Obama, que também afirmou estar aberto à reconciliação após a disputa entre o bilionário e a democrata Hillary Clinton.

De acordo com o presidente americano, ele e Trump conversarão nesta quinta-feira para decidirem sobre a transição presidencial. “Estamos todos no mesmo time”, disse.

Sobre a candidata democrata, Hillary Clinton, que foi derrotada por Trump, Obama afirmou que “expressa admiração pela forte campanha que ela conseguiu fazer ao redor do país”.

Hillary e Trump. Após as urnas confirmarem o resultado da eleição americana, Hillary e Trump adotaram tom conciliador em seus discursos, diferente das trocas de agressões que marcaram a disputa presidencial.

“É hora de nos juntarmos como um povo unido”, disse o magnata em discurso da vitória ao lado da família diante de apoiadores empolgados no salão de um hotel de Nova York. Ele afirmou ainda ser a hora de curar as divisões provocadas pela campanha, louvou Hillary por seu serviço e disse ter recebido uma ligação da rival cumprimentando-o pela vitória. “Serei presidente de todos os americanos”.

Trump classificou sua adversária de “desonesta” repetidamente durante a campanha agressiva de ambos.

“Na noite passada eu cumprimentei Donald Trump e me ofereci para trabalhar com ele em nome do nosso país. Espero que ele seja um presidente de sucesso para todos os norte-americanos”, disse Hillarry a apoiadores e membros de sua campanha em um hotel de Manhattan.

Repercussão. Os principais líderes mundiais se manifestaram depois do resultados das eleições americanas.

Veja abaixo como foi a repercussão:

BRASIL. “É claro que o novo presidente que assume terá de levar em conta todas as aspirações de todo o povo americano. Eu tenho dito que a relação do Brasil com os Estados Unidos e os demais países é institucional, ou seja, de Estado para Estado”, afirmou o presidente brasileiro, Michel Temer.

ALEMANHA. “A Alemanha e os Estados Unidos estão ligados por valores, a democracia, a liberdade, o respeito ao direito, à dignidade humana, independente da cor da pele, da religião, do sexo, da orientação sexual ou das convicções políticas, Com base nesses valores, proponho uma cooperação estreita ao futuro presidente dos Estados Unidos”, afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel.

REINO UNIDO. “Reino Unido e Estados Unidos têm uma relação duradoura e especial baseada nos valores da liberdade, democracia e empreendimento. Somos, e continuaremos sendo, sócios fortes e próximos no comércio, segurança e defesa”, afirmou a premiê britânica, Theresa May

FRANÇA. “A eleição de Donald Trump abre um período de incertezas. Neste contexto, precisamos de uma Europa unida, capaz de fazer ouvir sua voz e de promover suas políticas onde os seus interesses e valores estejam em jogo. Devemos ter consciência das inquietudes pelas desordens mundiais em todos os povos, incluindo o povo americano, a primeira potência mundial”, afirmou o presidente francês, François Hollande.

CHINA. “Concedo uma grande importância às relações chino-americanas e estou ansioso para trabalhar com você, sem conflito e sem confrontação, com base nos princípios de respeito mútuo e de cooperação”, afirmou o presidente chinês, Xi Jinping.

RÚSSIA. “Será um caminho difícil, mas a Rússia está disposta a fazer sua parte. Moscou deseja restaurar em seu conjunto suas relações com os Estados Unidos”, afirmou o presidente russo, Vladimir Putin. Em nota, o Kremlin “expressou a esperança de que seja realizado um trabalho mútuo para tirar as relações entre Rússia e Estados Unidos de sua situação crítica”.

(COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

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