Obama faz campanha para Hillary na Flórida e tenta convencer eleitores indecisos

Obama faz campanha para Hillary na Flórida e tenta convencer eleitores indecisos

Trump fará um comício em Jacksonville horas antes do evento do presidente americano, o que destaca a importância que ambos os candidatos dão ao Estado

Redação Internacional

03 de novembro de 2016 | 16h17

WASHINGTON – A cinco dias das eleições americanas e com o tempo para convencer os eleitores indecisos se esgotando, o presidente Barack Obama luta por Hillary Clinton nesta quinta-feira, 3, no disputado Estado da Flórida, o qual a democrata precisa conquistar.

O republicano Donald Trump, por sua vez, realizará um comício na cidade de Jacksonville apenas algumas horas antes do evento de Obama, deixando evidente a importância que os dois candidatos presidenciais dão à Flórida, com a disputa ainda muito acirrada em seus últimos dias.

Presidente americano Barack Obama faz campanha pela candidata democrata Hillary Clinton na Flórida (Foto: Al Drago/The New York Times)

Presidente americano, Barack Obama, faz campanha pela candidata democrata, Hillary Clinton, na Flórida (Foto: Al Drago/The New York Times)

Na quarta-feira, Hillary apresentou um retrato sombrio da vida sob uma possível presidência de Trump, e convidou seus eleitores a imaginarem uma derrota democrata na próxima semana.

“Imaginem que é dia 20 de janeiro de 2017 e imaginem que Donald Trump está de pé em frente ao Capitólio”, disse a uma multidão de 15 mil pessoas em Tempe, Arizona, provocando um coro de vaias para seu adversário republicano. “Imaginem que ele está fazendo o juramento do cargo e, em seguida, imaginem que ele está no Salão Oval tomando as decisões que afetam suas vidas e seu futuro”, prosseguiu.

A democrata pintou um retrato de Trump como um presidente que degrada mulheres, exacerba as divisões raciais e é tão imprevisível que poderia “começar uma guerra real, em vez de uma guerra no Twitter”.

O alerta pedindo cautela também foi feito por Obama, que advertiu aos eleitores que o futuro dos EUA está em jogo. “O destino da república repousa em seus ombros”, declarou na Carolina do Norte, um dos swing states (Estados que não são tradicionalmente democratas ou republicanos), onde a corrida será decidida. “O destino do mundo está oscilando e você, Carolina do Norte, precisará se certificar de que vamos empurrá-lo na direção certa”, declarou Obama.

O republicano, por sua vez, falou com seus simpatizantes na Flórida em um discurso familiar, prevendo a queda de Hillary e jurando “drenar o pântano” da corrupção em Washington.

Em um comício em Pensacola, Trump também destacou a necessidade de se focar em sua mensagem e evitar as gafes auto-infligidas que prejudicaram sua corrida pela Casa Branca. “Mantenha-se no ponto, Donald, permaneça no ponto. Sem desvios, Donald, tranquilo e fácil”, declarou.

Trump ressaltou ainda que muitos formadores de opinião e eleitores estão agora se unindo a ele. Esta afirmação – parcialmente confirmada por uma pesquisa divulgada na terça-feira que mostrava o republicano ligeiramente à frente de Hillary – agradou os inimigos dos EUA, preocupou seus aliados e assustou os mercados financeiros.

O empresário foi atingido por escândalos que teriam afundado a candidatura de qualquer um: foi acusado de agressão sexual, de não pagar impostos e de laços com o russo Vladimir Putin. Mas a nova investigação do FBI sobre o uso por Hillary de um servidor privado de e-mails quando era secretária de Estado aumentou a força do republicano e alimentou dúvidas sobre a confiabilidade da democrata. / AFP

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