Obama ordena investigação sobre impacto de hackers russos em eleição

Obama ordena investigação sobre impacto de hackers russos em eleição

Em outubro, funcionários da inteligência americana denunciaram a interferência russa no vazamento de e-mails de membros da campanha democrata

Redação Internacional

09 Dezembro 2016 | 17h34

WASHINGTON – O presidente dos EUA, Barack Obama, ordenou que as agências de inteligência revisem os ciberataques e intervenções estrangeiras na eleição deste ano e entreguem um relatório antes que ele deixe o cargo, em 20 de janeiro.

Em outubro, funcionários da inteligência americana denunciaram a interferência russa no vazamento de e-mails de membros da campanha democrata.

FILE - In this Sept. 28, 2015 file photo, President Barack Obama shakes hands with Russian President President Vladimir Putin before a bilateral meeting at United Nations headquarters. Obama has ordered intelligence officials to conduct a broad review on the election-season hacking that rattled the presidential campaign and raised new concerns about foreign meddling in U.S. elections, a White House official said Friday.  White House counterterrorism and Homeland Security adviser Lisa Monaco said Obama ordered officials to report on the hacking of Democratic officials’ email accounts and Russia’s involvement.  (AP Photo/Andrew Harnik, File)

Os presidentes Vladimir Putin (E) e Barack Obama se cumprimentam durante Assembleia da ONU. Foto: Andrew Harnik/AP

A assessora de Segurança Nacional da Casa Branca, Lisa Monaco, confirmou nesta sexta-feira, 9, que os resultados do relatório serão compartilhados com os parlamentares, que pediram para ter acesso a eles.

“O presidente orientou a comunidade de inteligência a conduzir uma revisão completa do que aconteceu durante o processo eleitoral de 2016, obter lições com isso e reportar a uma gama de envolvidos, incluindo o Congresso”, disse Lisa a repórteres durante um evento apresentado pelo jornal Christian Science Monitor.

Segundo Lisa, no entendimento do governo, ciberataques não são novidade, mas podem ter atingido um “novo limiar” este ano.

Ainda ontem, mais cedo, legisladores democratas pediram a Obama para que publique os detalhes dessa investigação sobre a suposta interferência russa na eleição presidencial, diante do temor de que o tema fique enterrado quando Donald Trump assumir o poder.

O presidente eleito rejeitou em diversas ocasiões a ideia de que Moscou tivesse relação com os vazamentos de e-mails privados que prejudicaram sua concorrente na corrida presidencial, Hillary Clinton, e contribuíram para a sua vitória.

Os legisladores disseram que não refutam o resultado da eleição, mas querem que se torne público o que acreditam ter sido uma tentativa de um rival estrangeiro de “erodir os pilares” da democracia americana.

Funcionários da inteligência americana anunciaram no dia 7 de outubro que “o governo russo dirigiu os vazamentos de e-mails de indivíduos e instituições americanas, incluídos os de organizações políticas dos EUA”.

Os legisladores democratas, que já foram informados em particular por agentes de inteligência, sugerem que há algo mais que os vazamentos e é preciso tornar esses fatos públicos. O senador Ron Wyden e outros seis democratas da Comissão de Inteligência do Senado convocaram Obama em uma carta de 29 de novembro a revelar mais sobre o tema. / REUTERS e AFP

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