Obama ‘substitui’ Hillary em comício e acusa Trump de ser um enganador

Obama ‘substitui’ Hillary em comício e acusa Trump de ser um enganador

Enquanto a candidata fica longe da agenda de campanha para se recuperar de uma pneumonia, presidente assume papel de pedir votos e afirma que adversário republicano é desonesto ao se apresentar como ‘defensor do povo trabalhador’ americano

Redação Internacional

13 de setembro de 2016 | 19h44

FILADÉLFIA, EUA – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez campanha nesta terça-feira, 13, na Filadélfia (Pensilvânia) para a candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, e afirmou que “ainda resta trabalho a fazer”. O líder também voltou a criticar o adversário republicano Donald Trump.

Obama, que foi recebido com uma ovação por uma multidão com grande presença de afro-americanos, pediu votos para sua ex-secretária de Estado, que se recupera de uma pneumonia, argumentando que ela faz frente à “visão pessimista” de Trump. “O Estados Unidos que eu conheço são otimistas, generosos e inovadores”, afirmou o líder na maior cidade da Pensilvânia, um Estado-chave para as eleições.

TVA339. FILADELFIA (PA, EE.UU.), 13/09/2016.- El presidente de los Estados Unidos, Barack Obama, habla durante un evento de campaña en apoyo de la candidata demócrata, Hillary Clinton, hoy, martes 13 de septiembre de 2016, en Filadelfia, Pensilvania (EE.UU.). EFE/Tracie Van Auken

Obama discursa no lugar de Hillary em na Filadélfia. Foto: Tracie Van Auken/EFE

O presidente se referiu a Trump como “esse outro cara” que se define como “defensor do povo trabalhador”, mas “esconde sua declaração de impostos e deixou um rastro de processos e de pessoas enganadas”. “As pessoas não estão conscientes das exigências desse trabalho (de presidente). Qualquer um pode soltar um tuíte e ser crítico, mas isso não significa que possa conduzir uma crise internacional.”

O presidente afirmou que Hillary, como sua ex-secretária de Estado, “esteve ali” e conhece as consequências e responsabilidades de um presidente que toma decisões que afetam a todos. Hillary não o acompanhou por estar descansando após ter se sentido mal no domingo em razão da doença.

O líder também ressaltou a necessidade da continuidade e de “manter o progresso” de seus oito anos de mandato, nos quais, segundo ele, milhões saíram da pobreza, o índice de pessoas sem plano de saúde caiu, as relações com Cuba foram retomadas e se fechou um acordo global contra as mudanças climáticas. “O outro cara, o senhor Trump, passou a maior parte de sua vida tentando estar o mais longe do povo trabalhador e agora sai por aí dizendo que é o guia dos trabalhadores?”, questionou.

O democrata também criticou Trump por dizer que admira o presidente russo, Vladimir Putin. Na semana passada, o republicano afirmou que o russo é melhor líder que Obama. “Os republicanos, defensores da liberdade, contrários ao autoritarismo, dizem que esse cara (Putin) é duro por invadir um país menor que eles e controlar a imprensa”, comentou o presidente, em referência à Crimeia (Ucrânia).


Obama ainda contrapôs a visão de uma presidência de Hillary, “constante e verdadeira” com “experiência de governo”, frente ao “pessimismo obscuro” e de um “país de uns contra outros que se digladiam como em um reality show” de Trump.

Hillary lidera as pesquisas na Pensilvânia, apesar de Trump confiar em sua vitória neste Estado, que se inclinou a favor dos democratas nos últimos anos, com o apoio da classe média e rural. Em novembro, ela precisará de uma forte participação nas eleições da coalizão de minorias, mulheres e jovens que ajudaram a eleger Obama. Sua campanha argumenta que Trump terá muitas dificuldades para se conectar com esses eleitores se continuar promovendo supremacistas brancos. / AP e EFE

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