Partido Democrata prepara eleição de novo líder após derrota de Hillary

Partido Democrata prepara eleição de novo líder após derrota de Hillary

Até o momento, o nome que surge com mais força é o congressista muçulmano e negro Keith Ellison

Redação Internacional

14 de novembro de 2016 | 21h41

WASHINGTON – O Partido Democrata dos Estados Unidos se prepara para escolher seu novo líder na próxima quinta-feira, 17, após o desastre eleitoral do dia 8 com a derrota inesperada de sua candidata à Casa Branca, Hillary Clinton.

A presidência do Comitê Nacional Democrata (DNC) está ocupada de maneira interina pela analista Donna Brazile desde a saída da congressista Debbie Wasserman-Schultz, criticada por influenciar no processo de primárias no qual Hillary venceu o senador por Vermont, Bernie Sanders.

FILE - In this July 25, 2016, file photo, Rep. Keith Ellison, D-Minn., speaks during the first day of the Democratic National Convention in Philadelphia. Ellison, a prominent progressive and the first Muslim elected to Congress, has emerged as an early contender to become chair of the Democratic National Committee, backed by much of the party’s liberal wing. (AP Photo/J. Scott Applewhite, File)

Keith Ellison, em foto de arquivo. Foto: J. Scott Applewhite/AP

Após perder não só a presidência, mas também em muitas legislaturas estaduais e não conseguir recuperar o controle do Senado, os democratas precisam de um novo líder para elaborar uma estratégia firme para os próximos anos.

Até o momento, o nome que surge com mais força é o congressista muçulmano e negro Keith Ellison, considerado um dos rostos mais progressistas do partido, que já recebeu o apoio de Sanders, do líder da minoria democrata no Senado, Harry Reid, e da influente senadora Elizabeth Warren. Ele anunciou hoje sua intenção de disputar a presidência do CND.

Mas outros membros do partido também aparecem nas apostas para abrir uma nova etapa entre os democratas.

Ray Buckley, vice-presidente atual do DNC, indicou na semana passada que recebeu pedidos de seus correligionários para apresentar-se às eleições internas do partido, mas embora conheça os segredos de sua maquinaria, seria visto como uma opção continuísta.

Por sua parte, Howard Dean, que foi o último presidente do partido com mandato completo, também tornou públicas suas intenções de apresentar-se de novo ao cargo, com as credenciais que lhe outorgaram a vitória democrata de 2006 nas legislativas e nas eleições presidenciais de 2008, quando ele ainda dirigia o DNC.

O ex-governador de Maryland e ex-candidato à indicação presidencial, Martin O’Malley, disse na sexta-feira passada estar avaliando seriamente sua candidatura para dirigir o DNC, uma opção bastante equilibrada para o partido, já que poderia apelar à classe operária branca, que se afastou dos democratas, e também às minorias, com as quais desenvolveu uma estreita relação.

O último nome da curta lista é o atual secretário de Trabalho, Thomas Pérez, uma voz progressista, latina e com vínculos com o presidente Barack Obama, mas cuja candidatura parece a menos provável. / EFE

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