Pequim sugere a Trump que EUA e China sejam ‘amigos e sócios’

Pequim sugere a Trump que EUA e China sejam ‘amigos e sócios’

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China diz que o seu governo está preparado para trabalhar com Washington 'sob o princípio do não confronto e do respeito mútuo'

Redação Internacional

19 Janeiro 2017 | 12h41

PEQUIM – Um dia antes de o presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump tomar posse, o governo chinês mandou sinais de cooperação e disse que os dois países deveriam ser “amigos e sócios”, em prol da relação bilateral e de acordos mundiais.

“Devemos ser amigos e sócios, e não concorrentes e inimigos. Deveríamos manter nosso compromisso para aumentar a cooperação e os benefícios”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, ao ser questionada sobre o fim do governo Obama.

A bandeira dos EUA ao lado da chinesa, durante evento em Pequim em 2014. (FOTO Ng Han Guan/AP)

A bandeira dos EUA ao lado da chinesa, durante evento em Pequim em 2014. (FOTO Ng Han Guan/AP)

Hua considerou muito positiva a relação que Obama e o presidente Xi Jinping conseguiram construir nos últimos anos e disse que, graças a isso, foi possível conseguir melhorias tanto para a relação entre os dois países como para o restante do mundo, como o acordo nuclear iraniano.

“Quando China e EUA trabalham juntos é possível conseguir muito”, lembrou Hua nesta quinta-feira. Sobre Trump, a porta-voz afirmou que a China está preparada para trabalhar com Washington “sob o princípio do não confronto e do respeito mútuo”.

“É lógico que temos diferenças, mas deveríamos tentar vê-las do ponto de vista do outro e dialogar com respeito”, manifestou Hua após as duras críticas recebidas por parte da equipe de Trump, que assegurou que designará a China como um país manipulador de divisas quando tomar posse.

A porta-voz se mostrou mais dura ao falar da relação da equipe de Trump e Taiwan e, como já havia feito em dias anteriores, voltou a advertir que Pequim se opõe a “qualquer intercâmbio oficial” entre a ilha e Washington.

Taiwan foi um ponto de atrito entre China e Trump depois que o magnata ganhou as eleições, em novembro, e aceitou um telefonema da presidente taiuanesa, Tsai Ing-wen, o primeiro contato de alto nível entre EUA e a ilha em 40 anos.

Longe de se retratar, Trump deu a entender que poderia utilizar Taiwan como arma de negociação comercial com a China. / EFE

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