10 fatos sobre Mike Pence, vice-presidente de Trump

10 fatos sobre Mike Pence, vice-presidente de Trump

Governador de Indiana é bem visto entre os deputados republicanos e conta com credibilidade importante, o que pode reforçar o apoio ao magnata

Redação Internacional

20 Julho 2016 | 10h59

Mike Pence estava entre as escolhas mais seguras na pequena lista de nomes para o cargo de vice-presidente do candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump. O governador de Indiana é muito conhecido e normalmente bem visto entre os deputados republicanos.

No cargo desde 2000, ele conta com uma credibilidade social conservadora que poderá reforçar o apoio a Trump entre os republicanos evangélicos, segundo informações do jornal The Washington Post. Veja abaixo 10 coisas que você precisa saber sobre Pence.

Mike Pence, vice-presidente do candidato republicano Donald Trump (AFP PHOTO / Robyn BECK)

Mike Pence, vice-presidente do candidato republicano Donald Trump (AFP PHOTO / Robyn BECK)

1. Participou do debate sobre liberdade religiosa realizado em 2015

Pence já era muito conhecido e respeitado entre os republicanos quando foi eleito governador de Indiana em 2012, mas se tornou um nome familiar quando transformou em lei um projeto sobre liberdade religiosa em 2015. Ele disse que estenderia proteções legais aos donos dos negócios de Indiana que não queriam participar de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, citando suas crenças religiosas. Opositores argumentaram que ele estava sancionando a discriminação. Após passar uma semana sendo pressionado por democratas, ativistas do movimento LGBT, homens de negócios e jogadores da NBA, Pence assinou a emenda e afirmou que não seria certo utilizá-la para discriminar os homossexuais. De qualquer modo, a decisão não reprimiu as críticas dos ativistas à lei e não impulsionou os índices de aprovação de Pence.

2. É um conservador social

Pence é um cristão evangélico devoto que fala regularmente sobre sua fé. Ele gosta de descrever a si mesmo como “um cristão, conservador e republicano, nesta ordem”. Recentemente, o vice de Trump assinou uma das leis mais estritas sobre aborto no país: Indiana é agora o segundo Estado americano a banir a prática quando o feto conta com alguma deficiência, lei que provavelmente será desafiada no tribunal.

3. Enfrenta uma reeleição competitiva

Pence terá que desistir de seu segundo mandato como governador de Indiana, o que pode ser uma coisa boa para ele, dado que o debate sobre liberdade religiosa não favoreceu sua reeleição. Em um Estado que está se tornando cada vez mais vermelho, os democratas recrutaram o homem de negócios John Gregg, que se descreve como “arma em punho, citador da Bíblia, democrata sulista de Indiana”. Pence e Gregg já haviam se confrontado antes, em 2012, quando Gregg perdeu para Pence por 3,2 pontos porcentuais. Agora, os republicanos de Indiana precisam lutar para encontrar um substituto em quatro meses antes das eleições.

4. Foi um jovem advogado pelo movimento do Tea Party

Um dos antigos conselheiros de Pence disse que mesmo antes de 2010, quando houve um descontentamento entre os conservadores e o establishment do partido, o governador de Indiana ficou em sintonia com a tensão populista do partido. Enquanto isso, no Congresso, ele votou contra as contas sobre gastos altos, o que o movimento ultraconservador Tea Party passaria a abominar.

5. Apoiou Ted Cruz para presidente

Recentemente, as atenções do mundo político estavam voltadas para Pence de novo, quando seu Estado teve o potencial de determinar o vencedor das primárias republicanas. Ele ganhou destaque por se calar com relação ao nome que apoiaria, mostrando um reflexo do quanto a primária dividiu a linha populista do Partido Republicano. Quatro dias após as primárias, Pence finalmente declarou que votaria em Ted Cruz, mas tentou basear sua decisão em uma segurança política, caso Trump ganhasse o Estado, e disse: “Não estou contra ninguém”. Este pode não ter sido o pronunciamento mais corajoso, mas certamente parece o melhor em termos políticos. Trump acabou vencendo em Indiana por quase 20 pontos porcentuais e Cruz desistiu da campanha. Na mesma noite, Pence disse que apoiaria Trump como candidato republicano à presidência dos Estados Unidos.

6. Conta com o apoio de Paul Ryan

Antes de se tornar governador de Indiana em 2013, Pence passou seis mandatos no Congresso, onde participou de reuniões que tratavam de relações exteriores e tecnologia. Normalmente era bem quisto e respeitado por seus colegas. Com o tempo, ele diminuiu suas tendências populistas e adentrou em um dos mais altos escalões do partido. Em 2008, seus colegas o elegeram o número 3 do Partido Republicano – líder da Conferência Republicana -, cuja tarefa era modelar a mensagem do partido após ser derrotado nas eleições de 2008. Mesmo após deixar o Capitólio, Pence parece ter mantido alguns contatos. Recentemente, Paul Ryan disse que o vice de Trump é um “amigo pessoal”.

7. Já desafiou John Boehner para o cargo de líder do partido na Câmara

Em 2006, quando os republicanos ainda eram minoria na Câmara dos Representantes, Pence decidiu disputar a liderança do partido com o deputado veterano de Ohio John Boehner. Não acabou muito bem para Pence, que se posicionou como conservador na corrida e perdeu por 168 votos a 27.

8. É visto como um potencial candidato à presidência dos Estados Unidos

Em 2010, ativistas conservadores de uma convenção política votaram em Pence como primeira escolha para um candidato às eleições de 2012. Quatro anos depois, o ex-presidente da Câmara dos Representantes Newt Gingrich também estava na disputa e ficou em quarto lugar. O nome de Pence foi citado em 2008 como candidato possível, mas ele decidiu ficar em Indiana e disputar o cargo de governador.

9. Tem ligação com os irmãos Koch

Até agora, os irmãos bilionários ficaram de fora da corrida presidencial, um sinal de que eles não são fãs de Trump. Mas o envolvimento deles na disputa de 2016 pode mudar com Pence ao lado do empresário. O currículo de vários assessores de Pence inclui limitações com vastas redes corporativas e políticas dos irmãos Koch. De acordo com o Washington Post, eles não planejam se envolver na corrida presidencial mesmo se Pence for o número dois do Partido Republicano.

10. Cresceu como um democrata

Fã de John F. Kennedy, Pence disse em uma entrevista em 2010: “Pode ser porque eu cresci em uma grande família católica irlandesa como ele. Pode ser também porque meus avós ficaram muito orgulhosos do primeiro presidente católico irlandês”.

Convenção Republicana