Planalto vê escolha de Trump como ‘salto no escuro’

Nos bastidores, governo brasileiro avaliava eleição de Hillary como 'menos pior'

Redação Internacional

10 de novembro de 2016 | 05h00

Vera Rosa
BRASÍLIA

O Palácio do Planalto ficou atônito com a eleição de Donald Trump. Apesar da declaração protocolar do presidente Michel Temer, dizendo que “nada muda” nas relações entre os dois países, o fato é que, nos bastidores, a equipe admite um cenário de muitas incertezas pela frente.

Ao contrário do ministro das Relações Exteriores, José Serra – que varou a madrugada para assistir à apuração nos EUA -, Temer não ficou acordado. O governo admite não estar entre as prioridades comerciais da Casa Branca e tem o receio de que, a partir de agora, o protecionismo americano possa aumentar, com a revisão de acordos que vencem até 2018.

POSSE1 BSB DF 24 05 2016 NACIONAL MICHEL TEMER/MARCELO CALERO O presidente interino, Michel Temer participa da solenidade de posse do senhor Marcelo Calero, Ministro da Cultura, no mPalacio do Planalto, em Brasilia. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

POSSE1 BSB DF 24 05 2016 NACIONAL MICHEL TEMER/MARCELO CALERO O presidente interino, Michel Temer participa da solenidade de posse do senhor Marcelo Calero,
Ministro da Cultura, no mPalacio do Planalto, em Brasilia. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

A portas fechadas, a vitória de Trump foi comparada, no Planalto, a uma espécie de “salto no escuro” para o Brasil. Mesmo assim, há uma pequena esperança no Itamaraty de que o republicano possa fazer uma “inflexão”, não seguindo totalmente a “cartilha” vendida na campanha.

Diante dessa expectativa, Serra comparou o cenário às emoções de uma partida de futebol, com todos os preparativos que antecedem a entrega da medalha. “Treino é treino. Jogo é jogo”, resumiu. Embora ministros digam que, mesmo se Hillary Clinton tivesse vencido, a situação não seria fácil para o Brasil, todos ali torciam para a democrata.

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