Prefeita de cidade americana renuncia após ofensa racista a Michelle Obama

Prefeita de cidade americana renuncia após ofensa racista a Michelle Obama

Beverly Whaling, que comandava a pequena cidade de Clay, na Virgínia Ocidental, apoiou no Facebook um comentário contra a primeira-dama dos EUA; renúncia foi confirmada pelo Conselho Municipal

Redação Internacional

16 de novembro de 2016 | 08h46

WASHINGTON – O Conselho Municipal de Clay, pequena cidade do Estado de Virgínia Ocidental, aceitou na noite de terça-feira, 15, o pedido de renúncia da prefeita Beverly Whaling, envolvida em polêmica na internet após apoiar um comentário com ofensa racista contra a primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama.

Jason Hubbard, membro do conselho, divulgou uma curta nota condenando o que qualificou como “horrível incidente” e afirmou que racismo e intolerância “não são o que define a comunidade. Hubbard também reforçou o pedido de desculpas em nome da cidade para Michelle e qualquer pessoa que tenha se sentido ofendida.

Comentário racista apoiado no Facebook por prefeita de cidade da Virgínia Ocidental (FOTO: sipse.com)

Comentário racista apoiado no Facebook por prefeita de cidade da Virgínia Ocidental (FOTO: reprodução/sipse.com)

“Esta é uma comunidade útil, esperançosa, empática e temente a Deus”, disse Hubbard. “Por favor, não julguem todos pelos atos individuais de uma ou duas pessoas”, completou o representante.

Polêmica. Depois da vitória de Donald Trump na eleição presidencial a então diretora de desenvolvimento de Clay, Pamela Ramsey, publicou uma mensagem no Facebook elogiando a futura primeira-dama, Melania Trump, mas ofendendo Michelle.

“Será algo revigorante ter uma primeira-dama com classe, bonita e respeitável na Casa Branca. Estou cansada de ver uma macaca de salto alto”, disse Pamela. Beverly respondeu ao comentário dizendo: “(Seu comentário) fez o meu diz Pam”.

Com a polêmica nas redes, as mensagens foram excluídas da rede social e Pamela foi demitida. Além disso, uma petição online no site www.thepetitionsite.com já reuniu mais de 160 mil assinaturas protestando contra os comentários. / AP

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