Principais temas da entrevista de Trump

Veja o que foi abordado na primeira entrevista coletiva do republicano desde a eleição

Redação Internacional

12 Janeiro 2017 | 05h00

Relatório de espionagem
“São notícias falsas. Eu vou ser sincero com vocês. Se Putin tivesse alguma coisa sobre mim, provavelmente ele já teria publicado. Sempre falo para o meu pessoal ter cuidado com câmeras. E além do mais, eu tenho medo de germes”

Antes do início da coletiva e ao longo das perguntas, Trump demonstrou irritação com a divulgação de um briefing no qual serviços de inteligência alertam para uma potencial espionagem russa do magnata

Relação com Putin
“Eu acho que o fato de eu me dar bem com Putin é muito mais um ativo do que um risco. Uma relação mais forte entre Rússia e Estados Unidos ajudaria os dois países a trabalhar em conjunto em uma série de medidas, como combater o Estado Islâmico”

Trump disse que os EUA serão mais respeitados pelo Kremlin em seu governo. para ele, as relações foram arruinadas por Obama. Trump saudou Putin por negar a existência do dossiê contra ele

Briga com a imprensa
“Eu tenho muito respeito pelas organizações de imprensa, principalmente aquelas que não publicaram essa história falsa. Falam tanto de notícias falsas e essa é uma delas (…) Só a imprensa liga para o meu imposto de renda. O povo não dá a mínima”

Trump levantou a voz em duas ocasiões para repórteres na coletiva: quando um jornalista da CNN pediu para falar da espionagem russa e outra quando questionado sobre seu extrato do imposto de renda

Trump dá entrevista em Nova York Spencer Platt/Getty Images/AFP

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Conflitos de interesse
“Eu não precisava fazer isso, sei que teria a capacidade de dirigir as minhas empresas e ser presidente ao mesmo tempo, mas eu vou fazer. Don e Eric cuidarão delas e, se depois de oito anos não tiverem feito um bom trabalho, serão demitidos”

Trump aproveitou a coletiva para anunciar que deixará o comando de suas empresas, que passarão a ser dirigidas por seus filhos Don e Eric. Ivanka, com o marido na Casa Bbranca, está fora
Economia
“Serei o maior produtor de empregos que Deus já criou. Acredito que muitas indústrias vão voltar aos Estados Unidos. As que decidirem sair terão de pagar um imposto de fronteira. Elas podem escolher qualquer Estado para produzir aqui dentro”

Trump se vangloriou de algumas montadoras, como a Fiat Chrysler
e a Ford, anunciarem planos para criar empregos nos EUA
e pressionou indústrias farmacêuticas a fazerem o mesmo

México
“Começarei a trabalhar no muro no primeiro dia do meu mandato. Não
é uma cerca, é um muro. O México pagará por ele. Como quero começar logo a construção do muro, talvez começamos a pagar e eles nos reembolsem depois de pronto”

Trump voltou a dizer que construirá um muro na fronteira com o país vizinho e o fará pagar pelo custo do projeto. ele também criticou empresas que movem sua linha de produção para lá