‘Que Deus nos ajude’, diz ex-secretário de Estado sobre Trump na Casa Branca

‘Que Deus nos ajude’, diz ex-secretário de Estado sobre Trump na Casa Branca

Em seu livro, George Shultz reúne alguns conselhos para a próxima pessoa que assumir a presidência dos Estados Unidos e afirma que o sistema político do país ‘saiu dos trilhos’

Redação Internacional

17 Agosto 2016 | 09h51

PALO ALTO, CALIFÓRNIA – “Que Deus nos ajude.” Foi o que disse George Shultz, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, na terça-feira quando questionado sobre a possibilidade de uma vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais de novembro.

Shultz, que atuou durante a gestão do então presidente americano Ronald Reagan, reuniu em um livro de 226 páginas – Blueprint for America – alguns conselhos para a próxima pessoa que assumir a Casa Branca sobre como garantir a grandeza do país a longo prazo. A obra inclui pontos em que o autor descreve a importância de um sistema de imigração aberto e do livre comércio.

George Shultz, ex-secretário de Estado dos EUA

George Shultz, ex-secretário de Estado dos EUA (Foto: Christopher Gregory/The New York Times)

Por ainda não ter escolhido um lado para apoiar durante a campanha presidencial, Shultz teve muito cuidado na escolha de palavras quando foi questionado sobre as eleições atuais durante uma mesa redonda de duas horas com um grupo de repórteres no campus da Universidade de Stanford. Mas para alguém que dedicou grande parte de sua vida ao serviço público, parece óbvio que o triunfo de Trump seja algo frustrante para ele.

A produção de Blueprint for America começou muito antes de o magnata sequestrar o Partido Republicano, quando Jeb Bush ainda contratava especialistas em política. Ainda assim, o ex-político de 95 anos sente que o sistema político americano “saiu dos trilhos”. Ele espera que o próximo presidente busque conseguir a aprovação de uma reforma tributária e siga o modelo bipartidário que funcionou em 1986. “Havia uma atmosfera de querer que algo fosse realizado”, disse Shultz. “O país estaria muito melhor.” / The Washington Post