Republicanos desencantados com Trump cogitam ex-agente da CIA como alternativa

Republicanos desencantados com Trump cogitam ex-agente da CIA como alternativa

McMullin será apresentado como opção para os conservadores que jamais se entusiasmaram com Trump e continuam rejeitando obstinadamente a democrata Hillary Clinton

Redação Internacional

08 Agosto 2016 | 21h29

WASHINGTON – Republicanos desencantados com Donald Trump como candidato do partido à presidência dos Estados Unidos planejam apresentar uma alternativa conservadora, o importante ex-assessor republicano da Câmara dos Deputados e ex-agente da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) Evan McMullin, anunciou a campanha do postulante em potencial.

O desdobramento foi anunciado primeiramente pela rede de televisão MSNBC e pelo site BuzzFeed. Em seu site, McMullin confirmou a decisão em uma carta na qual explica seus motivos. “Nosso país precisa de líderes que batalhem pelas razões certas e entendam realmente o que torna esse país o maior da Terra”, escreveu.

EVANMCMULLIN_ARQUIVOPESSOAL

O ex-agente da CIA Evan McMullin. Foto: Arquivo Pessoal

McMullin será apresentado como opção para os conservadores que jamais se entusiasmaram com Trump e continuam rejeitando obstinadamente a democrata Hillary Clinton. As chances de sucesso dele na eleição presidencial de 8 de novembro, no entanto, são próximas de zero.

“Ele está concorrendo, antes de mais nada, por seu profundo amor por este país, e porque entende qual é o verdadeiro perfil de liderança americana que se exige para ser comandante-chefe”, disse um e-mail enviado por sua campanha a apoiadores.

Trump foi oficializado como indicado republicano no mês passado, depois de derrotar 16 adversários nas primárias. Mas muitos republicanos andam preocupados com as políticas do empresário, como sua proposta de impedir muçulmanos de ingressarem no país temporariamente, e com sua retórica inconsequente e muitas vezes insultante.

McMullin jamais ocupou um cargo público e é desconhecido do eleitorado americano. Além de não contar com uma fonte rápida de financiamento de campanha, ele irá enfrentar obstáculos imediatos para tentar incluir seu nome em cédulas suficientes para se tornar um candidato sério. / COM AGÊNCIA REUTERS