Secretário-geral da Otan diz estar ‘convencido’ de que EUA apoiarão Europa com Trump no poder

Secretário-geral da Otan diz estar ‘convencido’ de que EUA apoiarão Europa com Trump no poder

Jens Stoltenberg afirmou que conversou com magnata por telefone e este garantiu seu total apoio à cooperação na Organização do Tratado do Atlântico-Norte

Redação Internacional

21 de novembro de 2016 | 11h03

ISTAMBUL, TURQUIA – O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico-Norte (Otan), Jens Stoltenberg, se mostrou nesta segunda-feira, 21, “absolutamente convencido” de que os EUA continuarão apoiando militarmente a Europa por meio da Aliança Atlântica também sob o governo do novo presidente eleito, Donald Trump.

“Falei com Trump na sexta-feira por telefone e ele me assegurou seu total apoio à cooperação na Otan”, disse Stoltenberg na terceira e última jornada do encontro de outono da Assembleia Parlamentar realizado desde sábado em Istambul.

Presidente eleito dos EUA, Donald Trump (Foto: Carlo Allegri / Reuters)

Presidente eleito dos EUA, Donald Trump (Foto: Carlo Allegri / Reuters)

Mas os membros europeus da Aliança também devem cumprir com a promessa de gastar pelo menos 2% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em Defesa, insistiu Stoltenberg, porque “é muito duro contar aos americanos que alguns não cumprem”.

“É normal que após a Guerra Fria, quando as tensões caíram, baixou também a despesa em Defesa, sei porque eu participei, mas agora quando as tensões aumentam, devemos ser capazes de aumentar a despesa de Defesa. Eu fiz ambas coisas”, disse o político, em alusão a suas diferentes legislaturas como primeiro-ministro da Noruega.

O secretário-geral lembrou que a ideia de gastar 2% voltou a ser ressaltada em Varsóvia em julho e calculou que se fosse cumprido, a Otan disporia de US$ 100 bilhões anuais a mais. “Se queremos que os EUA cumpram com seu compromisso de apoiar a Europa, nós também devemos cumprir”, ressaltou.

Por outro lado, Stoltenberg expôs perante a Assembleia os últimos passos da Otan na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), como o treino militar de “centenas” de iraquianos na Jordânia e o plano de expandir em breve este programa de formação ao Iraque. / EFE

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