Serena ao público, Chelsea Clinton é influente nos bastidores da campanha e da fundação

Serena ao público, Chelsea Clinton é influente nos bastidores da campanha e da fundação

Filha não quer seguir os passos de Hillary e Bill Cliton na política

Redação Internacional

08 de novembro de 2016 | 11h48

Chelsea cresceu sob o foco nacional como a filha do presidente Bill Clinton. Na campanha da mãe, ela agora entra nos campos de batalha para levar sua família de volta à Casa Branca.

Segundo a rede britânica BBC, a única filha de Hillary fez um discurso para algumas centenas de pessoas no centro de Eau Claire, no Estado de Wisconsin. Aos 36 anos, Chelsea Clinton vestia apenas uma camiseta e um jeans, se assemelhando muito mais a um jovem comum do que um representante de um candidato à presidência.

Chelsea Clinton tem papel influente nos bastidores da campanha de Hillary Clinton (Foto: Brendan Smialowski/ AFP)

Chelsea Clinton tem papel influente nos bastidores da campanha de Hillary Clinton (Foto: Brendan Smialowski/ AFP)

Ela já avisou que não é política, nem quer seguir os passos dos pais no segmento. Ela é apenas a única herdeira da mais famosa família democrata desde os Kennedys.

Após meses de treinamento, Chelsea fala de maneira educada e calma, nunca subindo o tom de voz durante o discurso. Durante a conferência, ela passou pelos principais assuntos da campanha, como assistência de saúde, salário mínimo e licença parental, e ainda fazendo referência com seus dois filhos.

“Pensei que seria algo como ‘Oi, votem na minha mãe!’ Mas ela é extremamente uma ótima oradora e muito bem articulada sobre os assuntos”, declarou à agência britânica, Remy Ceci, que viajou uma hora até o encontro para perguntar sobre mudanças climáticas.

Após o fim do mandato do pai, em 2001, Chelsea saiu dos holofotes. Ela se graduou em História pela Universidade de Stanford e trabalhou em uma empresa de investimentos de Wall Street. Ela foi contratada para aparecer em um canal de televisão de notícias, mas não durou muito.

Ela também ajudou a administrar a Fundação Clinton, empresa beneficente que lida com bilhões de dólares que, por um lado, é elogiada pelo trabalho internacional, mas do outro é criticada por facilitar acesso a doadores milionários para informações internas do governo.

Chelsea Cliton não quer seguir os passos dos pais na política (Foto: Gerry Broome/ AP)

Chelsea Cliton não quer seguir os passos dos pais na política (Foto: Gerry Broome/ AP)

Apesar do seu tom de voz serenos em Eau Claire, e-mails interceptados da campanha de Hillary mostram que Chelsea possui um papel muito mais ativo.

Caso esses documentos sejam verídicos, Chelsea critica o que ela acredita ser maneira de administração desleixadas e até comportamentos egoístas de alguns empregados a fundação.

“Meu únicos objetivos são dominar, profissionalizar a fundação, construir para o futuro e manter uma maneira que fortaleça o trabalho dos meus pais”, teria escrito Chelsea em um e-mail a John Podesta, chefe da campanha de Hillary.

Caso sua mãe chegue à presidência, ela deve ter um papel ainda mais forte na fundação. Isso pode ser um desafio mais assustador, já que a fundação deve ganhar maior foco com Hillary na Casa Branca.

“Ele é tão fluente e se apresenta tão bem”, disse Bonnie Golden à BBC após Chelsea se despedir no Wisconsin. “É muito fácil segui-la, é tão fácil entende-la. Você pode sentir o amor na voz dela.”

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