‘The Economist’ declara apoio oficial a Hillary Clinton nas eleições americanas

‘The Economist’ declara apoio oficial a Hillary Clinton nas eleições americanas

Para revista, ‘Trump seria um presidente horroroso’ e ‘fez explodir as tensões raciais nos EUA’

Redação Internacional

03 de novembro de 2016 | 14h59

LONDRES – A publicação britânica The Economist respaldou nesta quinta-feira, 3, a candidatura da democrata Hillary Clinton à presidência dos EUA. A revista também advertiu sobre os riscos de um governo sob o comando do republicano Donald Trump e garantiu que a antiga secretária de Estado é a “melhor opção”.

Hillary é “melhor candidata do que parece e está muito melhor capacitada para lidar com as políticas de Washington”, afirma a revista em sua última edição.

Candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton (Foto: AFP PHOTO / Robyn Beck)

Candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton (Foto: AFP PHOTO / Robyn Beck)

Sob o título “A melhor solução para os EUA”, a publicação, que tem pouco mais de 1,5 milhão de leitores no Reino Unido, indicou que a decisão de respaldar Hillary “não é difícil dada a alternativa existente”.

“A eleição não é complicada. Durante a campanha vimos diariamente claros indícios de que o senhor Trump seria um presidente horroroso”, publicou a revista, ao mesmo tempo que afirmou que o empresário “fez explodir as tensões raciais nos EUA”.

A “experiência, temperamento e caráter” de Trump o transformam em alguém “totalmente inadequado para ser o chefe do Estado que o mundo democrático usa como exemplo, o líder das forças armadas mais poderosas do mundo e a pessoa que controla o arsenal nuclear americano”, disse a publicação.

The Economist advertiu que as políticas que o empresário pretende introduzir “vão de acordo com sua personalidade: um governo de Trump baixaria os impostos dos ricos e imporia um protecionismo que aumentaria os preços para os mais pobres”, afirmou.

“Portanto nosso voto vai para Hillary Clinton. Aqueles que a rejeitam por ser uma Clinton (…) não se dão conta da baixeza da alternativa existente”, sustentou a revista. / EFE

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