Trump adverte contra novas libertações de presos de Guantánamo

Trump adverte contra novas libertações de presos de Guantánamo

Hoje com 59 detentos, prisão chegou a abrigar cerca de 800 presos após sua abertura depois os ataques do 11 de Setembro

Redação Internacional

03 Janeiro 2017 | 20h06

WASHINGTON – O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu nesta terça-feira, 3, contra novas libertações de prisioneiros da Base de Guantánamo, em Cuba, em mais uma de suas mensagens no Twitter.

(FILES) In this March 30, 2010 file photo reviewed by US military officials, a member of the US military mans the guard post before sunrise at Camp Delta, part of the US Detention Center in Guantanamo Bay, Cuba. The White House on January 3, 2017 pledged to move ahead with the transfer of inmates out of the military prison at Guantanamo Bay, rejecting President-elect Donald Trump's demand for a freeze. With President Barack Obama set to leave office on January 20, White House spokesman Josh Earnest put Trump on notice that more inmates would be moved.

Foto: Paul Richards/AFP

“Não deveria haver mais libertações em Gitmo (código militar do aeroporto da base de Guantánamo). São pessoas extremamente perigosas e não se deve permitir que voltem ao campo de batalha”, escreveu Trump, que prometeu manter e ampliar essa prisão, além de enchê-la de “caras maus”.

Na prisão situada na Base Naval de Guantánamo restam agora 59 detentos, dos quais 22 receberam o sinal verde do governo do presidente Barack Obama para serem transferidos a um terceiro país.

Obama prometeu acelerar as transferências de presos a terceiros países até que se formalize a transferência de poder a Trump, seu sucessor na Casa Branca, no dia 20 de janeiro. Ontem, após o tuíte de Trump, o porta-voz presidencial, Josh Earnest, disse que a Casa Branca estuda autorizar novas transferências de detentos.

No entanto, 37 presos estão à espera de julgamento ou são considerados perigosos demais para ficar em liberdade, apesar de não ter sido possível apresentar provas contra eles por terem sido obtidas sob tortura.

Com essa população residual será impossível que Obama feche totalmente a prisão, como prometeu logo após chegar à Casa Branca para seu primeiro mandato, em 2009.

Após a vitória de Trump nas eleições do último dia 8 de novembro, Obama lamentou não ter podido fechar essa “maldita” prisão.

Além disso, em discurso sobre política externa e antiterrorista que deu em dezembro em Tampa (Flórida), Obama afirmou que Guantánamo é “uma mancha na honra nacional” e lamentou que o Congresso americano não tenha cooperado com ele para fechar esse presídio.

A prisão de Guantánamo chegou a abrigar cerca de 800 presos pouco após sua abertura, ordenada pelo então presidente americano, George W. Bush, após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. / EFE

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