Trump afirma que conversou com Obama sobre Oriente Médio e Coreia do Norte no encontro na Casa Branca

Trump afirma que conversou com Obama sobre Oriente Médio e Coreia do Norte no encontro na Casa Branca

Republicano qualificou o presidente atual de ‘fantástico’ e ‘muito inteligente’, e confessou que pretende manter partes do programa de saúde chamado Obamacare

Redação Internacional

14 de novembro de 2016 | 08h06

WASHINGTON – O presidente dos EUA, Barack Obama, e seu sucessor, Donald Trump, conversaram sobre Oriente Médio e Coreia do Norte em seu primeiro encontro na Casa Branca, um evento que deu início ao processo de transição que terminará no dia 20 de janeiro com a posse do republicano.

Em uma entrevista ao programa “60 minutes” do canal CBS, Trump revelou que também falou com Obama sobre a reforma na saúde conhecida como Obamacare, parte do legado do presidente que o milionário prometeu eliminar durante a campanha, embora agora ele pareça aberto a manter algumas provisões.

Donald Trump, the president-elect, shakes hands with President Barack Obama during a meeting in the Oval Office of the White House in Washington, Nov. 10, 2016. (Stephen Crowley/The New York Times)

Presidente eleito nos EUA, Donald Trump (esq.), se encontra com líder atual, Barack Obama, na Casa Branca (Foto: Stephen Crowley/The New York Times)

Até agora não se sabia sobre quais temas Obama e Trump haviam conversado no Salão Oval, pois os dois somente falaram à imprensa durante alguns minutos no final do encontro.

“Olha que não quero divulgar, mas falamos do Oriente Médio, isso é difícil. É uma situação difícil. Queria saber seu ponto de vista totalmente e o entendi. Entendi uma boa parte de seu ponto de vista”, declarou Trump em sua primeira aparição na televisão como presidente eleito.

O magnata qualificou Obama de “fantástico”, “muito inteligente”, “muito amável” e destacou que ele tem “um grande senso de humor”, qualidades diferentes das que proferiu durante a campanha presidencial e também em 2011, quando iniciou o rumor que o atual líder não havia nascido nos EUA.

Sobre a reforma na saúde, Trump confessou que quer manter duas partes: a provisão que obriga a assegurar a pessoas com doenças prévias e a disposição que permite estender a cobertura de saúde de um adulto a seus filhos até os 26 anos.

O empresário afirmou que cumprirá com sua promessa de eliminar a reforma da saúde, fortemente criticada pelos republicanos do Congresso. Além disso, proclamará “simultaneamente” outra lei que permitirá aos americanos ter acesso a “grandes cuidados de saúde por muito menos dinheiro”.

A reunião na Casa Branca foi o primeiro encontro pessoal entre Trump e Obama, que já haviam se falado por telefone na madrugada da quarta-feira, quando o empresário foi proclamado vencedor. / EFE

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