Trump afirma que pode retirar sanções contra a Rússia

Presidente eleito diz que visitará seu colega russo, Vladimir Putin, após assumir a Casa Branca

Redação Internacional

14 Janeiro 2017 | 11h19

NOVA YORK – O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que pode retirar as sanções sobre a Rússia e não respeitará a política de “uma só China”, que não reconhece a independência de Taiwan, a menos que Pequim melhore suas políticas comerciais e cambiais.

Em declarações ao Wall Street Journal (WSJ), em uma entrevista publicada na sexta-feira, Trump afirma que manterá intactas, “pelo menos por um tempo”, as sanções impostas no mês passado à Rússia pelo governo de Barack Obama em razão dos ataques cibernéticos russos para influenciar a eleição presidencial dos Estados Unidos.

Presidente eleito dos EUA, Donald Trump (Foto: REUTERS/Shannon Stapleton)

Presidente eleito dos EUA, Donald Trump (Foto: REUTERS/Shannon Stapleton)

Mas se a Rússia ajudar os Estados Unidos em objetivos específicos, como na luta contra os jihadistas, Trump sugeriu que poderia anular essas medidas. Além disso, ele garantiu que está pronto para encontrar com o presidente russo, Vladimir Putin, depois de sua posse, em 20 de janeiro.

Quanto à prática americana de não reconhecer Taiwan diplomaticamente, Trump disse: “Tudo é negociável, incluindo a política de uma só China”.

O presidente eleito irritou o regime de Pequim ao aceitar um telefonema de felicitações da presidente de Taiwan, Tsai Ing-Wen, depois de vencer a eleição.

Uma decisão que defendeu na entrevista ao WSJ. “No ano passado vendemos a Taiwan equipamento militar no valor de US$ 2 bilhões. Podemos vender US$ 2 bilhões em equipamento militar, mas não estamos autorizados a aceitar um telefonema. Antes de tudo, teria sido rude não aceitar esta chamada.”

Pequim considera a ilha de Taiwan como uma província separatista que deve retornar ao seu controle, pela força se necessário.

Trump ameaçou reagir duramente às práticas comerciais chinesas, que considera abusivas, e sugeriu que a política de “uma só China” possa ser moeda para outras questões. / AFP

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