‘Trump’ desaparece da fachada de prédios de luxo em Nova York

‘Trump’ desaparece da fachada de prédios de luxo em Nova York

Moradores de edifícios de luxo em Upper West Side, Nova York, pediram para que o sobrenome do presidente eleito fosse retirado das fachadas dos prédios; governo da Geórgia retomará planos para construir Trump Tower na cidade de Batumi

Redação Internacional

16 de novembro de 2016 | 12h45

NOVA YORK – O sobrenome “Trump” nunca teve tanta força nos Estados Unidos, mas alguns edifícios de luxo de Nova York optaram por retirar a palavra de suas fachadas, para não ofender os inquilinos. A empresa Equity Residential, que administra três imóveis com o sobrenome no Upper West Side, decidiu retirar as grandes letras “Trump Place” de suas fachadas, anunciou o porta-voz da companhia, Marty McKenna.

“Estamos mudando o nome dos edifícios dos números 140, 160 e 180 de Riverside”, afirmou, antes de explicar que a partir de agora os prédios serão identificados apenas por seus endereços. “Ao assumir uma identidade mais neutra, os edifícios serão atrativos aos atuais e futuros moradores”, disse.

Funcionários retiram letras do Trump Place, prédio de apartamentos luxuosos em Nova York, a pedido dos moradores do local (AP Photo/Seth Wenig)

Funcionários retiram letras do Trump Place, prédio de apartamentos luxuosos em Nova York, a pedido dos moradores do local (AP Photo/Seth Wenig)

A decisão de modificar os nomes dos imóveis, nos quais o aluguel de uma unidade custa ao menos US$ 3 mil por mês, foi tomada em outubro, depois que vários moradores protestaram porque não queriam seguir morando em locais associados ao nome de Donald Trump.

O pedido, feito quando ainda parecia inverossímil para muitos que o candidato republicano venceria a eleição presidencial americana, destacava que “o espantoso tratamento que Trump dispensa às mulheres, seu passado racista, seus ataques aos imigrantes ou suas piadas sobre deficientes são contrários aos valores” de suas família e “ofendem” os funcionários dos imóveis, em sua maioria de origem estrangeira. O texto foi assinado por mais de 600 pessoas.

Apesar da mudança, o sobrenome Trump continua muito presente na paisagem de Manhattan. Além da famosa Trump Tower, onde o presidente eleito mora e trabalha com os assessores para preparar sua equipe de governo, mais de 10 edifícios prosseguem com o sobrenome do republicano, do Trump World ao Trump International, passando pelo Trump International Hotel.

Geórgia. A cidade de Batumi, na Geórgia e às margens do Mar Negro, vai recuperar o projeto de sua Trump Tower, um arranha-céu de 47 andares apresentado em 2012 pelo então líder da Geórgia, Mikhail Saakashvili, e pelo recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

De acordo com o porta-voz da empresa “Silk Road Group”, Georgi Mari, foi assinado um acordo com o multimilionário americano para usar seu nome no arranha-céu. “Atualmente, a Geórgia tem um clima investidor positivo e estável, e o mercado imobiliário melhorou. Por isso tomamos a decisão de executar este ambicioso projeto e construir a ‘Trump Tower’ em Batumi”, disse Mari.

A “Silk Road Group” estima em até US$ 300 milhões o custo do projeto e espera iniciar as obras “em um futuro muito próximo”. No projeto original, a torre contaria com um hotel, um cassino e outras instalações de lazer que deviam atrair milhares de visitantes à cidade mais turística deste país.

As obras começariam quase que imediatamente depois da visita de Trump a Batumi para participar da luxuosa apresentação do projeto junto a Saakashvili e estavam previstas para terminar em um ano e meio, entre o final de 2013 e o início de 2014. Seis meses depois, o governo da Geórgia mudou e as novas autoridades descobriram que não existia documento algum sobre a construção de um arranha-céu em Batumi. / AFP e EFE

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