Trump deve indicar investidor bilionário para Secretaria de Comércio

Trump deve indicar investidor bilionário para Secretaria de Comércio

Conhecido como ‘rei da falência’, Wilbur Ross trabalhou na elaboração e divulgação dos planos do republicano sobre redução de impostos e infraestrutura

Redação Internacional

24 de novembro de 2016 | 11h13

WASHINGTON – Wilbur Ross, investidor bilionário conhecido como “o rei da falência” por comprar empresas quebradas com potencial para obter lucros, deve ser anunciado pelo presidente eleito dos EUA, Donald Trump, como secretário de Comércio, de acordo com uma fonte do alto escalão ligada à equipe de transição do republicano.

Ross, que de acordo com a revista Forbes é dono de uma fortuna de US$ 3 bilhões, representaria os interesses dos negócios americanos e estrangeiros ao assumir o cargo, segundo a fonte, que pediu anonimato pois não está autorizada a falar sobre o assunto. O departamento teria a responsabilidade de tornar realidade a promessa de campanha de Trump de proteger os empregos dos trabalhadores americanos, além de lutar contra décadas de globalização que beneficiaram as companhias multinacionais.

Presidente eleito dos EUA, Donald Trump (esq.), ao lado do investidor Wilbur Ross (Foto: AP Photo/Carolyn Kaster)

Presidente eleito dos EUA, Donald Trump (esq.), ao lado do investidor Wilbur Ross (Foto: AP Photo/Carolyn Kaster)

Com 78 anos, Ross desempenhou um papel fundamental na elaboração e divulgação dos planos de Trump com relação à redução de impostos e à infraestrutura. Ele sugeriu que grande parte dos EUA está desapontada porque a economia deixou os trabalhadores de classe média para trás, e ressaltou que o presidente eleito representa uma mudança para uma “direção correta menos politizada”.

“Parte das razões pelas quais estou apoiando Trump é que acredito que precisamos de uma postura de governo mais radical e de uma nova abordagem, ao menos nos EUA, com relação à que tínhamos antes”, disse o investidor à emissora CNBC em junho.

Por 24 anos, Ross foi um banqueiro em Rothschild, cargo que o ajudou a desenvolver uma especialidade lucrativa em falência e reestruturação corporativa. Fundou sua própria empresa, a W.L. Ross, em 2000 e ganhou parte de sua fortuna ao investir em companhias com problemas financeiros do meio-oeste industrial americano, e ao lucrar em algumas áreas ao limitar os benefícios trabalhistas dos funcionários. / ASSOCIATED PRESS

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