Trump diz que democratas traíram afro-americanos e convoca grupo a apoiá-lo

Trump diz que democratas traíram afro-americanos e convoca grupo a apoiá-lo

Magnata surpreendeu ao se comprometer a ‘rejeitar a intolerância’ caso se torne presidente dos Estados Unidos

Redação Internacional

17 Agosto 2016 | 13h27

WASHINGTON – O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira que os democratas traíram os afro-americanos e os convocou a apoiarem-no em uma tentativa inédita de seduzir as minorias do país.

Em um discurso no Estado do Wisconsin, o candidato republicano pediu o “apoio de qualquer cidadão afro-americano que lute hoje em dia por um futuro diferente e melhor”, e ressaltou que é o momento de “abordar verdades muito, muito difíceis”.

Candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump

Candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump (Joe Raedle/Getty Images/AFP)

“O partido democrata fracassou e traiu a comunidade afro-americana”, acrescentou Trump, para quem o partido do presidente Barack Obama e da candidata Hillary Clinton dá como certos os votos do grupo. “Garantiram seu apoio e não fizeram nada em troca.”

A comunidade negra tende a optar pelos democratas nas presidenciais. E esta tentativa de recuperar eleitores das minorias constitui uma guinada na campanha de Trump, conhecido até o momento por uma retórica incendiária e um discurso hostil aos imigrantes.

Horas antes, Trump já havia surpreendido ao se comprometer a “rejeitar a intolerância” caso se torne presidente, num momento em que seus opositores o acusam de ser intolerante. “Lutarei para que cada americano seja tratado de maneira justa”, indicou o magnata em um comunicado no Facebook.

No início de sua campanha, no entanto, Trump declarou que, se for eleito presidente, proibirá durante um certo tempo a entrada nos Estados Unidos de estrangeiros muçulmanos no âmbito da luta contra os atentados islamistas.

Outra das propostas, que seus opositores consideram chocante, é seu projeto de construir um muro na fronteira com o México para deter a imigração irregular a partir deste país que, segundo ele, provoca violência e narcotráfico. / AFP