Trump diz que ‘milhões de pessoas’ votaram ilegalmente nas eleições americanas

Trump diz que ‘milhões de pessoas’ votaram ilegalmente nas eleições americanas

Presidente americano eleito afirma que venceu no colégio eleitoral e no voto popular, se forem eliminados todos os indivíduos que votaram de forma ilegal

Redação Internacional

28 de novembro de 2016 | 09h09

WASHINGTON – O presidente dos EUA eleito, Donald Trump, disse no domingo que perdeu as eleições no voto popular para a rival democrata Hillary Clinton porque milhões de pessoas votaram de forma ilegal.

“Além de ganhar no colégio eleitoral por maioria de votos, venci no voto popular se você subtrair os milhões de indivíduos que votaram ilegalmente”, escreveu o magnata em sua conta no Twitter.

Donald Trump voltou a usar o Twitter para criticar a imprensa americana (AFP PHOTO / DON EMMERT)

Donald Trump voltou a usar o Twitter para criticar a imprensa americana (AFP PHOTO / DON EMMERT)

As publicações na rede social vieram um dia após o comitê de campanha da ex-secretária de Estado dizer que participaria do esforço para a recontagem de votos no Estado de Wisconsin,e talvez em Michigan e Pensilvânia, proposto por Jill Stein, que disputou a Casa Branca pelo Partido Verde.

As afirmações de Trump reavivam as alegações feitas por ele durante a campanha, enquanto as urnas apontam que ele perdeu para Hillary, sobre um sistema manipulado e corrupto. Alegações de fraude eleitoral têm sido feitas há anos pelos republicanos, apesar de nenhuma evidência de tais ações terem sido descobertas.

As frases também surgem em um momento em que o republicano tenta escolher os nomes para ocuparem seu futuro gabinete. A gerente de campanha de Trump alertou que ele poderia enfrentar uma reação intensa de apoiadores caso escolha Mitt Romney para ser secretário de Estado.

O empresário tem ponderado entre Romney, candidato presidencial republicano de 2012 que passou grande parte da campanha criticando Trump, e o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, que apoiou desde o início a campanha presidencial do magnata imobiliário, para o comando da diplomacia dos EUA. / NYT