Trump elogia Putin e diz que líder russo é muito superior a Obama

Republicano, que afirma estar "totalmente preparado" para exercer o poder graças a sua experiência no mundo dos negócios, insistiu em sua vontade de transformar as relações com a Rússia

Redação Internacional

08 de setembro de 2016 | 12h03

WASHINGTON – O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, elogiou com insistência nesta quarta-feira as qualidades como líder do presidente russo, Vladimir Putin, e considerou as mesmas muito superiores as de seu colega americano, Barack Obama.

A três semanas de um primeiro debate muito esperado, e a dois meses das eleições que designarão o sucessor de Obama, o magnata imobiliário compartilhou o mesmo cenário de televisão – embora não no mesmo momento – com a candidata democrata Hillary Clinton.

No início da semana, Hillary expressou sua profunda inquietação pelas “graves” interferências de Moscou nas eleições presidenciais americanas.

Um de cada vez e na defensiva – Hillary pela questão dos e-mails que afetou sua campanha, e Trump por sua falta total de experiência em matéria de defesa e política externa – os dois rivais garantiram estar prontos para assumir o papel de comandante da primeira potência mundial.

Trump, que afirma estar “totalmente preparado” para exercer o poder graças a sua experiência no mundo dos negócios, insistiu em sua vontade de transformar as relações com a Rússia, atualmente em seu nível mais baixo desde o fim da Guerra Fria.

“Estimo que teria uma relação muito boa com Putin (…) Foi um líder, muito mais que o nosso presidente”, disse o milionário, em uma defesa muito maior do que as que fez no passado em relação ao russo.

“Não foi o presidente russo que invadiu a Crimeia e apoia Bashar Assad na Síria?”, perguntou a Trump o jornalista da NBC, Matt Lauer. Trump respondeu: “Você quer que eu comece a enumerar as coisas que o presidente Obama fez neste mesmo tempo?”.

“Não se suspeita que a Rússia esteja por trás das ações de hackers contra o Partido Democrata em julho?”, perguntou novamente. “Ninguém sabe com certeza”, alegou o magnata imobiliário.

Pouco antes, Trump havia prometido um forte aumento no orçamento de defesa se chegar à presidência dos Estados Unidos, e disse que ordenará que as forças armadas apresentem em um prazo de 30 dias um plano para derrotar o grupo Estado Islâmico./AFP

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