Trump escolhe empresário como próximo embaixador dos EUA no Japão, diz fonte

Trump escolhe empresário como próximo embaixador dos EUA no Japão, diz fonte

Segundo a agência Reuters e jornal 'Nikkei', William Hagerty, que ocupa atualmente o cargo de diretor de indicações presidenciais da equipe de transição do magnata, será indicado para o posto diplomático

Redação Internacional

05 Janeiro 2017 | 12h44

WASHINGTON – O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja indicar o empresário William Hagerty como próximo embaixador americano no Japão, disse uma fonte da equipe de transição de Trump à agência Reuters na quarta-feira, 4.

A agência japonesa de notícias Nikkei noticiou que Trump em breve anunciaria a escolha de Hagerty, que atualmente ocupa o posto de diretor de indicações presidenciais da equipe de transição.  A fonte ouvida pela Reuters confirmou a notícia da Nikkei sob condição de anonimato.

O empresário William Hagerty deve ser anunciado por Trump para o cargo de embaixador americano no Japão (Reprodução/Tim Barber/Times Free Press)

O empresário William Hagerty deve ser anunciado por Trump para o cargo de embaixador americano no Japão (Reprodução/Tim Barber/Times Free Press)

Hagerty, nascido no Estado do Tennesse, é o fundador da empresa de private equity Hagerty Peterson. Ele passou diversos anos no Japão pela consultoria Boston Consulting Group e depois serviu na Casa Branca durante o governo de George H. Bush. O empresário vai substituir Caroline Kennedy, que está na posição desde 2013.

O secretário-chefe de gabinete do Japão, Yoshihide Suga, não quis comentar a notícia, já que a escolha ainda não foi oficialmente confirmada, e disse apenas esperar que o novo embaixador seja capaz de desenvolver um relacionamento amigável entre Japão e EUA.

Outros disseram que, embora o conhecimento de diplomacia e de política regional de Hagerty permaneça desconhecido e possa ser motivo de preocupação, a escolha sugere que Trump esteja priorizando laços econômicos bilaterais, algo com potencial de aliviar preocupações com a postura protecionista mostrada durante a campanha presidencial. / REUTERS