Trump está convencido da necessidade de transferir embaixada em Israel para Jerusalém, diz porta-voz

Trump está convencido da necessidade de transferir embaixada em Israel para Jerusalém, diz porta-voz

Jason Miller, porta-voz da equipe de transição do republicano, diz que mudança da representação diplomática americana - atualmente em Tel-Aviv -, é uma das promessas de campanha que Trump deve cumprir; indicado para representar os EUA no país também defende alteração

Redação Internacional

16 Dezembro 2016 | 16h04

NOVA YORK – O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, continua “firmemente convencido” da necessidade de transferir a embaixada americana em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém, afirmou nesta sexta-feira, 16, um porta-voz da equipe de transição do republicano.

Trump nomeou na quinta-feira o advogado David Friedman, simpatizante de políticos israelenses de direita, para representar os Estados Unidos em Israel – o nome dele, no entanto, ainda precisar ser confirmado pelo Senado. No comunicado divulgado pela equipe de transição, Friedman disse que espera poder trabalhar a partir da embaixada dos EUA “na capital eterna de Israel, Jerusalém”.

David Friedman (E), escolhido por Trump para representar os EUA em Israel, defende mudança da embaixada para Jerusalém (Bloomberg photo by Bradley C. Bower)

David Friedman (E), escolhido por Trump para representar os EUA em Israel, defende mudança da embaixada para Jerusalém (Bloomberg photo by Bradley C. Bower)

Nesta sexta, Jason Miller, um dos porta-vozes do republicano, afirmou por telefone que a possível mudança da embaixada americana para Jerusalém continua entre as propostas defendidas por Trump. “Foi um dos compromissos que o presidente eleito fez em várias ocasiões durante a campanha eleitoral e ele se mantém firmemente convencido (dessa necessidade)”, disse Miller.

O porta-voz não entrou em detalhes, no entanto, com relação a prazos para a transferência depois que Trump assumir a Casa Branca, em 20 de janeiro.

O atual governo americano não reconhece Jerusalém como capital de Israel em razão das disputas entre palestinos e israelenses com relação a esta cidade histórica. Hoje, os EUA – assim como muitos outros países – mantém sua embaixada em Tel-Aviv. O Congresso americano já se manifestou a favor do reconhecimento de Jerusalém como a capital israelense, mas em junho de 2015 a Suprema Corte dos EUA respaldou a posição do governo Obama.

Durante reunião com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, em setembro, o então candidato republicano Donald Trump prometeu reconhecer Jerusalém como a israelense. “Os EUA, na administração Trump, aceitarão finalmente o mandato do Congresso feito há muito tempo para reconhecer Jerusalém como a capital indivisível do Estado de Israel”. / EFE

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