Trump indica o general Mattis para o Pentágono

Trump indica o general Mattis para o Pentágono

Escolha de um experiente estrategista militar pode ser mais um sinal de que Trump pretende afastar os EUA da política externa de Obama

Redação Internacional

01 Dezembro 2016 | 23h04

WASHINGTON – O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, escolheu ontem o general reformado James Mattis para comandar o Pentágono. Mattis é conhecido por sua atitude combativa, sua falta de confiança no Irã e sua experiência em operações militares no Iraque e no Afeganistão.

(FILES) This file photo taken on November 19, 2016 shows US President-elect Donald Trump shaking hands with retired United States Marine Corps General James Mattis after their meeting at Trump International Golf Club, in Bedminster, New Jersey. Trump has reportedly selected retired Mattis as his secretary of defense, according to US media citing a source close to the transition team. / AFP PHOTO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Drew Angerer

Trump e o general Mattis durante encontro em New Jersey, no mês passado. (Foto: Drew Angerer/AFP)

A escolha  de  um experiente estrategista militar pode ser mais um sinal de que Trump pretende afastar os EUA da política externa de Barack Obama, que apostou no apoio a aliados europeus para combater militantes islâmicos e ajudar a conter chineses e russos.

Mattis é conhecido pelo apelido de “Cachorro Louco”. Embora sua indicação deva receber o apoio militar, a escolha deve passar por obstáculos burocráticos. Como o general se afastou das funções militares em 2013, o Congresso terá de passar por cima de uma regra que exige que secretários de Defesa tenham passado os últimos dez anos como civis antes de assumirem o comando do Pentágono.

Seu convincente histórico, no entanto, deve evitar que senadores democratas tentem bloquear a indicação. De acordo com Trump, Mattis é “um verdadeiro general”.

“Ele é forte, digno”, elogiou Trump. “Eu me reuni com ele uma vez e perguntei: ‘O que você acha da simulação de afogamento?’ Para a minha surpresa, ele respondeu: ‘Não é útil. Se você me der um maço de cigarros e uma cerveja eu consigo mais informações do que com tortura’.” / AP

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