Trump manterá compromissos dos EUA com a Otan, diz Obama

Presidente diz que sua viagem para a Europa nesta semana servirá para tranquilizar aliados sobre o presidente eleito

Redação Internacional

14 de novembro de 2016 | 19h24

O presidente americano, Barack Obama, disse nesta segunda-feira, 14, que pretende tranquilizar os aliados dos Estados Unidos na Europa que seu sucessor, o magnata republicano Donald Trump, manterá os compromissos do país com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), apesar de suas declarações críticas sobre a aliança atlântica ao longo da campanha.

Em sua primeira entrevista após a eleição, Obama disse que aconselhou Trump no encontro que mantiveram na quinta-feira que “governar é diferente de fazer campanha” e o presidente eleito precisa de espaço e tempo para fazer boas escolhas em prol do povo americano. Ele evitou comentar as primeiras nomeações de gabinete de Trump, entre elas a do nacionalista de extrema direita Steve Bannon, nomeado assessor especial, que é acusado por minorias de antissemitismo e racismo.

Donald Trump, the president-elect, shakes hands with President Barack Obama during a meeting in the Oval Office of the White House in Washington, Nov. 10, 2016. (Stephen Crowley/The New York Times)

Trump cumprimenta Obama na Casa Branca  (Stephen Crowley/The New York Times)

“Assegurar nossos aliados do comprometimento do presidente eleito com a Otan é uma das principais funções da viagem”, disse Obama, que nos próximos dias visitará a Alemanha, a Grécia e o Peru. “Não há ruptura. Os Estados Unidos manterão uma relação forte e robusta com a Otan.”

Sobre o encontro com Trump na semana passada, Obama afirmou ainda que ele aconselhou o presidente eleito da importância de se aproximar de grupos que não o apoiaram na eleição e o discurso de vitória do republicano, que ressaltou a necessidade de união, o incentivou a falar com o sucessor. Ainda de acordo com o atual presidente, a conversa entre os dois na quinta-feira foi proveitosa e fluida

“Como Trump está tentando balancear o discurso de campanha com trabalhar com quem discorda dele é importante deixar ele tomar suas decisões”, acrescentou. “Não seria apropriado eu comentar suas nomeações.”

Derrota. Obama comentou também o desempenho do Partido Democrata na eleição. Ele disse que seria saudável uma reflexão sobre o futuro da legenda.

“Quando seu time é derrotado, todo mundo se sente frustrado”, disse o presidente. Ele pediu que os companheiros de partido “ouçam as bases” em vez de recorrer a dados e pesquisas. / REUTERS e EFE

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