Trump muda novamente equipe de transição e cogita nome de pessoas próximas para gabinete

Trump muda novamente equipe de transição e cogita nome de pessoas próximas para gabinete

Magnata destacou que nomeará dois apoiadores leais de Wall Street para cargos econômicos importantes

Redação Internacional

16 de novembro de 2016 | 14h43

NOVA YORK – O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, voltou a alterar sua equipe de transição na terça-feira, descartando um especialista em segurança nacional e lobistas do grupo de pessoas próximas a ele, e assinalou que nomeará dois apoiadores leais de Wall Street para cargos econômicos importantes.

Trump, republicano sem histórico político que surpreendeu vencendo a eleição presidencial americana, também resolveu um problema burocrático que travou temporariamente sua transição depois de colocar o vice-presidente eleito, Mike Pence, encarregado do processo.

Donald Trump acumulou polêmicas durante sua campanha presidencial nos Estados Unidos (Foto: Jim Watson/ AFP)

Donald Trump acumulou polêmicas durante sua campanha presidencial nos Estados Unidos (Foto: Jim Watson/ AFP)

“Processo muito organizado acontecendo enquanto decido o gabinete e muitas outras posições”, escreveu Trump no Twitter depois de sua comitiva escapar dos repórteres reunidos em seu edifício para que ele pudesse levar a família para jantar no 21 Club, um restaurante de Manhattan. “Sou o único que sabe quem são os finalistas!”, disse o magnata.

No topo de sua lista para os principais cargos de economia estão o veterano de Wall Street e diretor de finanças de sua campanha Steve Mnuchin como secretário do Tesouro, e o apoiador de longa data e investidor bilionário Wilbur Ross para a secretaria de Comércio, de acordo com o aliado de Trump e investidor ativista Carl Icahn.

Contudo, um republicano moderado bem conhecido foi afastado do planejamento da transição. Mike Rogers, ex-deputado de Michigan que havia sido mencionado como possível escolhido para diretor da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA, na sigla em inglês), deixou a equipe de transição. Rogers chegou a trabalhar com o governador de New Jersey, Chris Christie. Na sexta-feira, ele foi substituído abruptamente por Pence como chefe da equipe de transição.

Essa mudança freou as conversas sobre a transição com a Casa Branca. Pence precisava assinar um memorando de entendimento que foi recebido pelo governo atual na noite de terça-feira. A equipe de Trump ainda tem uma papelada para preencher antes que reuniões de atualização com as agências possam acontecer, disse uma porta-voz da Casa Branca. O time precisará providenciar um código de conduta e certificar que seus membros não têm conflitos de interesse.

Novas mudanças são prováveis. Pence e Rick Dearborn, diretor-executivo da equipe de transição, estão “retirando todo e qualquer lobista”, afirmou um assessor da transição. “Isso é para garantir que o compromisso do presidente eleito Trump de banir lobistas seja cumprido em todos os níveis da transição”, disse.

O empresário tem até sua posse em 20 de janeiro para escolher os membros de seu gabinete e outros ocupantes de postos de alto escalão. Em algum momento ele terá de preencher cerca de 4 mil vagas.

Wall Street está observando atentamente os nomes que Trump escolherá para o Tesouro, já que os republicanos têm maioria nas duas Casas do Congresso, o que dá ao republicano uma oportunidade melhor de realizar reformas tributárias e financeiras. / REUTERS

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