Trump oferece cargo de assessor de segurança nacional da Casa Branca a Michael Flynn

Trump oferece cargo de assessor de segurança nacional da Casa Branca a Michael Flynn

Ex-chefe da Agência de Inteligência da Defesa auxiliou o republicano em assuntos de segurança nacional durante campanha

Redação Internacional

18 de novembro de 2016 | 09h05

NOVA YORK – O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, ofereceu ao tenente-general aposentado Michael Flynn o cargo de assessor de segurança nacional da Casa Branca, disse na quinta-feira uma autoridade de alto escalão do futuro governo do magnata.

Questionado se Flynn deve aceitar o cargo, uma fonte familiarizada com a oferta disse: “Quando o presidente dos EUA lhe pede para servir, só há uma resposta”.

Michael Flynn é convidado para assumir cargo de assessor de segurança nacional da Casa Branca (Foto: Drew Angerer/Getty Images/AFP)

Michael Flynn é convidado para assumir cargo de assessor de segurança nacional da Casa Branca (Foto: Drew Angerer/Getty Images/AFP)

Flynn, ex-chefe da Agência de Inteligência da Defesa, assessorou Trump durante a campanha em assuntos de segurança nacional e participou algumas vezes como orador introdutório em alguns eventos da campanha.

Ele também foi um crítico feroz do atual presidente Barack Obama e de sua política externa e militar antes de começar a assessorar Trump. Prestes a completar 58 anos, Flynn tem a reputação de um profissional astuto no setor de inteligência e de alguém que sabe dialogar de forma direta.

Após se aposentar em 2014, ele deixou claro que se opunha à abordagem da gestão de Obama quanto a assuntos globais e combate aos jihadistas do Estado Islâmico (EI). Flynn pediu que Washington trabalhe de maneira mais próxima a Moscou, em uma proposta similar à de Trump. Contudo, o seu entusiasmo com os russos preocupa alguns analistas de segurança nacional.

Michael Flynn viajou em 2015 para a capital russa, onde se reuniu com o presidente Vladimir Putin e outros oficiais do país em um evento do RT, canal de televisão fundado pelo governo russo. Mais tarde, ele explicou que havia sido pago para participar da cerimônia, mas evitou comentar sobre as preocupações de que ele estaria ajudando os esforços de propaganda russa. / REUTERS e ASSOCIATED PRESS

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