Trump promete ampliar gastos militares

Trump promete ampliar gastos militares

Republicano aumentará efetivo das Forças Armadas para 540 mil homens e diz que EUA precisam de mais navios e aviões de guerra

Redação Internacional

07 de setembro de 2016 | 19h29

WASHINGTON – O candidato republicano à presidência dos EUA, Donald Trump, prometeu nesta quarta-feira, 7,  aumentar os gastos militares e afirmou que dará aos generais 30 dias para elaborar um plano para derrotar o Estado Islâmico (EI). Segundo o magnata, o lema que guiará sua política de segurança será “a paz por meio da força”.

Impulsionado por um avanço registrado nas pesquisas – algumas apontam um empate entre ele e a democrata Hillary Clinton –, Trump se colocou hoje como o verdadeiro defensor dos valores tradicionais do Partido Republicano em temas de segurança nacional. “Estou propondo uma nova política externa, focada nos interesses americanos mais importantes, para promover estabilidade regional e diminuir tensões no mundo”, disse o candidato.

Trump faz campanha na Pensilvânia. (Foto: REUTERS/Mike Segar)

Trump faz campanha na Pensilvânia. (Foto: REUTERS/Mike Segar)

No discurso de hoje, feito na Filadélfia, o bilionário ofereceu detalhes do que pretende fazer – algo raro em suas aparições. Trump disse que as Forças Armadas precisam de “centenas” de navios, aviões e submarinos e prometeu um novo sistema antimíssil com tecnologia de ponta. “Começaremos com a modernização dos cruzadores que dão eficiência ao sistema antimíssil que nosso país precisa. Modernizar cada um dos 22 navios custará cerca de US$ 220 milhões.”

O candidato republicano prometeu expandir a frota de guerra para 350 navios, incluindo novos destróieres. A Força Aérea terá 1,2 mil aviões e o efetivo total será ampliado para 540 mil homens e mulheres em uniforme. Hoje, os EUA contam com 276 navios de guerra, 1.113 aviões de combate e 490 mil pessoas nas Forças Armadas.

De acordo com ele, os EUA estão sob ameaça de inimigos mortais, como o EI, a Coreia do Norte e a China. Trump voltou a responsabilizar Hillary e o presidente Barack Obama pela “decadência” da influência dos EUA no mundo. Durante seu mandato, Obama diminuiu o tamanho das Forças Armadas americanas, segundo a Casa Branca, um mecanismo eficiente para cortar gastos. Trump pretende pagar pelos gastos militares suspendendo a limitação imposta pelo Congresso em 2011.

Em pesquisa da NBC News, divulgada no início da semana, Trump aparece à frente de Hillary entre os veteranos de guerra: 55% a 36%. Na terça-feira, um grupo de 88 generais e almirantes aposentados publicou uma carta de apoio ao candidato republicano. Na manhã de hoje, a campanha democrata anunciou o apoio de 95 generais e almirantes aposentados.

O republicano acusa Hillary de apoiar “as aventuras militares” dos EUA na Líbia e no Oriente Médio quando ela era secretária de Estado de Obama, entre 2009 e 2013. A política externa de Trump para a região, de acordo com assessores, seria trabalhar com governos locais, mesmo que eles não fossem democráticos. / REUTERS, AP e NYT

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.