Trump receberá informações confidenciais da inteligência

Trump receberá informações confidenciais da inteligência

Uma vez selada a nomeação dos candidatos dos principais partidos, se tornou uma prática que autoridades de inteligência forneçam informações confidenciais sobre uma grande variedade de assuntos internacionais

Redação Internacional

16 Agosto 2016 | 17h32

WASHINGTON – O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, receberá as primeiras informações confidenciais da inteligência americana até amanhã, de acordo com fontes próximas ao assunto.

Trump, cujos comentários sobre muçulmanos, grupos terroristas e a Rússia causaram alarde entre autoridades de
inteligência, deve receber essas informações no escritório do FBI em Nova York. Segundo as fontes, isso deverá ocorrer até esta quarta-feira, 17.

WINDHAM, NH - AUGUST 06: Republican presidential candidate Donald Trump speaks during a rally at Windham High School on August 6, 2016 in Windham, New Hampshire.   Scott Eisen/Getty Images/AFP == FOR NEWSPAPERS, INTERNET, TELCOS & TELEVISION USE ONLY ==

Trump em evento de campanha em New Hampshire. Foto: Scott Eisen/AFP

Uma vez selada a nomeação dos candidatos dos principais partidos, se tornou uma prática que autoridades de  inteligência forneçam informações confidenciais sobre uma grande variedade de assuntos internacionais.

Tipicamente, esses relatórios não vão muito a fundo sobre a capacidade de operação das forças americanas.  Eles se relacionam mais sobre questões geopolíticas que o eventual próximo presente pode enfrentar no futuro.

Em geral, esse compartilhamento de informações não é parte importante do debate público. Este ano, porém, tanto
ele como a candidata democrata, Hillary Clinton, se acusaram mutuamente de não serem confiáveis o suficiente para
receber tais informações.

No caso de Hillary, pesam as acusações de que ela pode ter exposto informações  confidenciais utilizando uma conta privada de e-mail não protegida pelo governo.

No dia 5, o presidente americano, Barack Obama, confirmou que Trump receberia os relatórios, mas alertou ao candidato que as informações “deveriam permanecer secretas”. / Dow Jones Newswires e REUTERS

 

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