Trump será nomeado nesta terça como candidato republicano, diz diretor de campanha

Trump será nomeado nesta terça como candidato republicano, diz diretor de campanha

Em entrevista, Paul Manafort afirmou que o senador Jeff Sessions - primeiro político que manifestou publicamente apoio à campanha do magnata - apresentará o nome de Donald Trump 'para indicação à noite'

Redação Internacional

19 Julho 2016 | 15h20

CLEVELAND, EUA – O empresário Donald Trump será nomeado oficialmente nesta terça-feira, 19, como candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, afirmou o diretor de sua campanha, Paul Manafort. Os delegados da legenda responsáveis pela escolha divulgarão a decisão a partir das 17h30 (18h30 de Brasília), quando começar a programação do segundo dia da convenção do partido.

O senador Jeff Sessions, que em fevereiro tornou-se o primeiro legislador da câmara alta dos EUA a manifestar publicamente apoio à campanha presidencial do multimilionário nova-iorquino, “apresentará seu nome (o de Trump) para a indicação à noite”, afirmou Manafort em entrevista coletiva na cidade de Cleveland, onde é realizada a convenção.

Antes de os delegados começarem a votação formal, dois aliados do magnata, o deputado por Nova York Chris Collins e o vice-governador da Carolina do Norte, Henry McMaster, farão discursos em favor do empresário.

O processo vai acontecer um dia depois de delegados opositores pedirem com veemência que seja permitido a todos votar conforme sua consciência, sem atender ao resultado das eleições primárias, que tiveram Trump como vencedor na maioria dos Estados. No entanto, essa oposição foi contida pelo congressista Steve Womack, do Estado do Arkansas, que presidia a sessão.

Womack afirmou que os opositores, reticentes a aceitar as provocações de Trump, não cumpriam os requisitos para votar sem respeitar o compromisso relacionado às primárias, e, diante de intermináveis queixas, decidiu manter o formato de escolha.

A “coroação” de Trump ocorrerá também após a surpreendente aparição que feita pelo magnata ontem na Quicken Loans Arena, que recebe a convenção, onde apresentou sua esposa, Melania, como “a próxima primeira-dama dos EUA”.

A terceira esposa do multimilionário, uma ex-modelo eslovena naturalizada americana, deu um esperado discurso no qual destacou as virtudes de seu marido para ser presidente e lembrou suas origens como imigrante.

No entanto, o discurso se viu em uma polêmica depois que a imprensa dos EUA detectou semelhanças com um de Michelle Obama em 2008 durante a convenção que designou Barack Obama para concorrer à presidência pelo Partido Democrata. / EFE

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